J. fala sobre sequestro e Bruno ri ao ser hostilizado

O goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, seguiram orientação dos advogados e deixaram o Juizado da Infância e da Juventude, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, sem dizer uma palavra. Ao sair, Bruno sorriu quando um grupo de pessoas gritou "assassino".

Eliane Souza, ESPECIAL PARA O ESTADO BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2010 | 00h00

Os depoimentos buscavam esclarecer a participação do adolescente J. no desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro. "Ele não vai repetir palavras que não foram ditas, mas colocadas na boca dele. Essa história de mão jogada para cachorro não existe", disse o advogado Eliezer Jonatas de Almeida.

O promotor Leonardo Barreto Moreira Alves, da Vara da Infância e da Juventude, assegurou que o depoimento de J., acompanhado pelo Ministério Público, é válido e "categórico". Ele disse ainda que o jovem pode ser enquadrado no crime de sequestro, o suficiente para aplicação da pena socioeducativa.

Os suspeitos chegaram no juizado por volta das 13h30 de ontem, mas decidiram não responder às perguntas feitas pelo juiz Elias Charbil Abdou Obeid. Em menos de meia hora, Bruno, Bola, e Macarrão voltaram para a Penitenciária Nelson Hungria.

Cães. Os dez cães rottweiler retirados da casa de Bola foram levados para o Centro de Zoonose de Belo Horizonte, onde passaram por uma análise com o reagente luminol para detectar a presença de eventual sangue da vítima na pelagem. Não há prazo para a conclusão do laudo.

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