Italiano foi escolhido por unanimidade

O escultor italiano Ettore Ximenes passou os últimos anos de sua vida em São Paulo. Chegou em 1919 e só voltou a Roma, na Itália, em 1926, quando morreu. Nesse período, deixou na capital o Monumento à Independência, no mesmo parque em que fica o Museu Paulista da USP, no Ipiranga, zona sul.

O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2012 | 03h01

O artista venceu por unanimidade um concurso promovido pelo governo do Estado. No entanto, a comissão estranhou a falta de elementos brasileiros na obra. Por isso, foram incluídos símbolos da Independência, como a Revolução Pernambucana de 1817, a Inconfidência Mineira de 1789, as figuras de José Bonifácio de Andrada e Silva, Hipólito da Costa, Diogo Antonio Feijó e Joaquim Gonçalves Ledo, principais articuladores do movimento.

O monumento, de granito e bronze, foi inaugurado em 1922, no centenário da Independência, mas na verdade só ficou completamente pronto quatro anos depois.

O escultor nasceu em Palermo, na Sicília, em 1855. Ele também foi professor e pintor e produziu obras em vários locais do mundo, como Buenos Aires (1898), Nova York (1909), e Kiev (hoje na Ucrânia, mas na época, 1913, na Rússia). Chegou a ser apelidado de "Michelangelo do século 20". Também em São Paulo, ele produziu o monumento Amizade Sírio-Libanesa, no Parque Dom Pedro II (1922). / ARTUR RODRIGUES

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.