Acervo Estadão
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Itaim Bibi: de área esquecida a bairro mais cosmopolita de SP

Bairro vive hoje um cenário bem diferente do final do século 19, quando a área pantanosa e de difícil barrava o seu desenvolvimento

O Estado de S. Paulo

18 Dezembro 2014 | 12h40

O Itaim Bibi hoje é um bairro moderno e cosmopolita que abriga grandes centros financeiros e de negócios de São Paulo, um cenário bem diferente da área pantanosa, pouco valorizada e de difícil acesso do final do século 19. As terras pertenciam ao general José Vieira Couto de Magalhães, que em 1896 negociou a compra de 120 alqueires dos índios que a chamavam de “Itahy” (pedra pequena, em tupi). A sede da chácara ficava na Rua Iguatemi onde está preservada a Casa Bandeirista, tombada pelo patrimônio histórico. 

Muitos fatores prejudicavam o desenvolvimento e a valorização do Itaim naquela época: distância do centro, difícil acesso e vias que alagavam devido à proximidade com o Rio Pinheiros. Com os baixos preços foram atraídos para a região imigrantes italianos, espanhóis e portugueses, que deram uma cara popular ao bairro. Foi só na década de 70, com a canalização dos córregos e a abertura de grandes avenidas, como a Juscelino Kubitschek e a Faria Lima, que a área foi ganhando uma nova vocação e se transformando em um dos principais polos econômicos da cidade. 

“Bibi”, apelido de Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, filho do antigo proprietário da chácara que se fixou na região no início do século 20, foi incorporado ao nome para diferenciar o bairro do já existente Itaim Paulista, distrito da zona leste da capital. Os moradores então se referiam ao local como os “terrenos do Bibi” ou Itaim Bibi. Os nomes de algumas ruas prestam homenagem à história da família. João Cachoeira, por exemplo, era um empregado muito querido da família conhecido pelos “causos” que contava. 


Em dados recentes, o Itaim Bibi tem o sexto metro quadrado mais caro de São Paulo, atrás da Vila Nova Conceição (o primeiro do ranking), Jardim Europa, Cidade Jardim, Jardim Paulistano e Alto de Pinheiros. No bairro, porém, encontramos a via pública que está em segundo lugar entre os imóveis mais caros da cidade: a Rua Doutor Mário Ferraz , cujo metro quadrado passa dos R$ 20 mil. 

Um dos privilégios de se morar no Itaim é a sua localização próxima a importantes vias de acesso: as Avenidas Cidade Jardim, Santo Amaro, Nove de Julho e Brigadeiro Faria Lima. O bairro também está a poucos minutos da Marginal Pinheiros e das Avenidas das Nações Unidas, dos Bandeirantes, Rebouças e Brasil. 

Tal condição privilegiada levou empresas dos mais diversos ramos de atuação a adotarem a região como endereço para seus escritórios, o que tem se refletido em um trânsito intenso com a movimentação diária dos trabalhadores. Apesar disso, o Itaim Bibi oferece fácil acesso ao transporte público, com diversas linhas de ônibus circulando por suas principais vias, além das estações de trem Cidade Jardim e Vila Olímpia. Em breve, esse sistema será fortalecido pelo metrô com a construção da estação Água Espraiada, que fará parte do monotrilho da linha 17-ouro, interligando o Aeroporto de Congonhas ao Morumbi. Além disso, haverá conexão para a linha 5-lilás, que conectará os bairros Chácara Klabin e Capão Redondo, passando por Santo Amaro.

Boa infraestrutura e diversas opções de lazer também são o ponto forte do Itaim. Inaugurado em 2008, o Parque do Povo garante um bom espaço para quem curte praticar esportes ou passeios ao ar livre. Em 2012, foi inaugurado o Shopping JK Iguatemi, principal centro de compras de luxo da cidade com 180 lojas de grife. O cinema também é uma atração à parte com seis salas VIPs e duas com tecnologia  4D e Imax.

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