''Isso tem de ser aberto logo'', reclama vizinha

A faxineira Lourdes Sabina Costellini, de 66 anos, é só elogios ao Rodoanel. Desde que a obra começou a poucos metros da sua casa, em Parelheiros, extremo sul de São Paulo, dona Lourdes comemorou a chegada dos operários - que tomaram vários cafés na sua casa - e o atual movimento de carros e caminhões. "Aqui sempre foi parado, até demais", brinca.

Renato Machado e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

É por isso que ela não vê a hora de o Parque Jaceguava ser inaugurado. Sua entrada vai ficar a cerca de 50 metros de onde Lourdes mora e as obras civis da guarita e da sede administrativa já estão em construção. A obra deve durar quatro meses, mas pendências judiciais na desapropriação - ainda faltam 24% da área - tornam incerta a data de entrega. E a faxineira só pensa no movimento dos visitantes do futuro parque nos fins de semana. "Isso tem de ser aberto logo."

Apesar de concebido como uma área de conservação, moradores contaram que o Jaceguava incorporou uma antiga fazenda de eucaliptos, cujo dono é morador do Morumbi, bairro nobre da cidade - por ali, é comum haver casas de campo luxuosas de paulistanos endinheirados. Segundo os operários, funcionários da Prefeitura já estão fazendo trabalhos de reflorestamento e readequando a vegetação no local. A reportagem também viu matas de eucalipto próximas ao contorno dos futuros Parques Varginha e Itaim.

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