'Isso é ir na contramão do que é feito no mundo'

O subprocurador-geral de Justiça, Arnaldo Hossepian Júnior, treina no câmpus desde 2000 e correu dez maratonas em capitais pelo mundo desde então. Para ele, a USP já está inserida no cotidiano dos atletas, tanto amadores como semiprofissionais.

O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2013 | 02h00

Ele afirma que os esportistas ocupam o câmpus quando há poucos estudantes e contribuem para diminuir a insegurança no local, onde há "furtos e crimes com violência". E que a restrição das assessorias à raia geraria confusão e congestionamento no local. "Em uma cidade como São Paulo, com poucos espaços públicos de lazer, começar a restringir o esporte de forma despropositada é ir na contramão do que é feito no mundo."

Os atletas que treinam na Cidade Universitária estão temerosos pela segurança por causa do acúmulo de gente na raia olímpica e criticam a direção da USP. "Isso tende a fazer aumentar o número de acidentes Em vez de dialogar com os atletas, eles estão agindo de forma unilateral", protesta o advogado Paulo Sakumoto, de 42 anos, que corre e anda de bicicleta com ajuda de treinadores na área.

Para o advogado Paulo Pimentel, de 29 anos, com todas assessorias esportivas concentradas, vai faltar vagas de estacionamento no local. "As vagas hoje já são poucas", alerta. Os que não utilizam o serviço de assessorias esportivas afirmam que, para eles, tudo permanecerá igual. "Desde que possamos continuar treinando aqui dentro da USP, não atrapalha em nada", afirma o policial militar Cícero Silva. / A.C.F. e A.R.

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