''Isso apenas mostra a enorme insensibilidade com o patrimônio''

Procurada pela reportagem, a Assessoria de Imprensa da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) afirmou que não conseguiu levantar mais dados sobre o descarte dos quadros e as peças não estão cadastradas no sistema da entidade. Durante a semana, depois de ser acionada pelo Estado, a USP chegou a procurar Antônio Luiz Góis Passos para entender o caso, mas não pediu os quadros de volta, não duvidou de sua versão nem ameaçou o marceneiro.

Rodrigo Brancatelli, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2011 | 00h00

"Na verdade, já vi essa história diversas vezes e isso apenas mostra a enorme insensibilidade brasileira com o patrimônio artístico e cultural que é provocada pela ignorância", diz Pedro Cavalheiro, professor de patrimônio cultural, perito em autenticação de obras de arte e ex-coordenador do Patrimônio Artístico do Estado.

Em seu trabalho no governo estadual, ele começou um extenso programa de catalogação das obras existentes nos órgãos do Estado, que não foi concluído. "Vi um monte de atitude relapsa, o governo estadual até hoje não tem ideia das obras de arte que tem em sua posse", conta. "Fotografei, por exemplo, uma tela rasgada dentro do próprio Palácio dos Bandeirantes. É preciso educar as pessoas para que tenham um olhar sensível como o desse marceneiro."

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