Isenção de visto para os EUA ainda vai demorar

Única promessa da secretária de Estado Hillary Clinton, em passagem ontem por Brasília, foi a de que processo de entrada deverá ser mais ágil

CÉLIA FROUFE / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

17 Abril 2012 | 03h02

Representantes do governo dos Estados Unidos frearam a expectativa de que a liberação de visto de entrada para o país estava próxima. A única promessa feita ontem durante a passagem da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, por Brasília, foi a de que o processo de entrada nos EUA será mais ágil do que é hoje.

O ministro conselheiro da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, disse que o tema foi discutido entre os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama, na semana passada, em visita da brasileira àquele país. "Estamos bem interessados em continuar os diálogos, discutir detalhes, mas vai precisar de muito tempo, muita conversa, muito acordo para isentar brasileiros de visto", disse Chapman, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Hillary, que fez um discurso sobre vários temas, também citou a presença marcante de brasileiros pelas ruas das cidades americanas. "Vejo muitos turistas brasileiros em Nova York. Os brasileiros gastaram muitos milhões de dólares nos Estados Unidos no ano passado", afirmou. Ela enfatizou que os Estados Unidos desejam incrementar o turismo entre os países e que, para isso, pretende aumentar a eficiência da emissão de vistos.

O secretário do Interior americano, Ken Salazar, que também participou do evento, deu um tom ainda de mais importância ao Brasil ao explicar que foi designado por Obama para incrementar os negócios na área e que sabe do papel fundamental dos brasileiros nesse processo. "Esperar três ou quatro meses para receber um visto é um grande impedimento para viagem", disse.

Por isso, lembrou Salazar, foi tomada a decisão de abrir consulados em Porto Alegre e Belo Horizonte, o que só deve ocorrer no fim de 2013. Além disso, ele quer que o brasileiro tenha a experiência de ser bem tratado nos Estados Unidos. "Queremos ver sorrisos no rosto das pessoas que trabalham nos aeroportos."

Mais voos. Chapman informou que o governo americano pretende ampliar o volume de rotas aéreas entre os dois países. "Faremos o possível para encorajar as empresas aéreas", disse, lembrando que Estados Unidos e Brasil negociam um tratado de céus abertos para expandir a quantidade de voos diretos.

Hillary enfatizou essa nova política do governo: "Brasil e China são as demandas mais importantes. Por isso também estamos aumentando o número de voos".

Sobre o recente aumento de US$ 20 da taxa (de US$ 140 para US$ 160) para a obtenção de visto, Chapman alegou que houve até um barateamento. Segundo ele, agora está incluído o custo do serviço de correio, que antes era cobrado à parte.

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