Irritados, passageiros criticam falta de assistência e informação

O jantar tinha acabado se ser servido, por volta das 19h45 do último sábado, quando os 405 passageiros do voo 443 foram avisados ? em francês, pelo comandante da aeronave ? que fariam um pouso não programado em Recife. O motivo, no entanto, não foi informado por nenhum integrante da tripulação. Só em terra eles souberam, por parentes, o que estava acontecendo.

, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2010 | 00h00

A confirmação oficial, segundo os passageiros, só chegou mais de três horas após o pouso, depois que um grupo iniciou um protesto, exigindo a presença de funcionários da Air France.

"O clima ficou tenso no avião, mas não houve desespero", conta o advogado carioca Luis Romão, "Liguei para minha mulher avisando que minha chegada em Paris iria atrasar. Minutos depois ela me ligou desesperada, dizendo que tinha visto na internet que tinha uma bomba no avião", contou.

A aposentada Janette Campos, de 74 anos, se queixou da falta de assistência. "Não nos serviram sequer uma água."

O artista plástico francês Piérre Brunett reclamou da forma como foi tratado na entrevista com a Polícia Federal. "Eles repetiam várias vezes as mesmas perguntas. Parecia que não entendiam o que eu falava. Foi muito cansativo. Senti-me humilhado." / M.B.

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