Irmãs são assassinadas em bairro nobre de Mogi

Pintor que trabalhava na casa delas havia 15 anos é o principal suspeito e teve a prisão decretada; ele teria alegado à polícia 'cinco minutos de loucura'

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2011 | 03h03

Duas irmãs, de 16 e 21 anos, foram assassinadas na noite de sexta-feira, dentro de casa, na Vila Oliveira, bairro nobre de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. O pintor Antonio Carlos Rodrigues da Silva Junior, de 30 anos, foi indiciado por homicídio doloso e tentativa de estupro. Ele teve a prisão preventiva solicitada à Justiça. Segundo a polícia, ele caiu em contradição e, por fim, teria confessado o crime.

O pintor era empregado da família havia 15 anos e não apontou o motivo que o teria levado a matar a estagiária Renata de Cássia Yoshifusa, de 21 anos, e a estudante Roberta Yuri Yoshifusa, de 16. Segundo policiais, Silva Júnior alegou que teve "cinco minutos de loucura" e cometeu o duplo homicídio.

O crime aconteceu no início da noite, quando as duas jovens estavam sozinhas em casa com o pintor. Em sua confissão, o homem disse que primeiro atacou a mais velha e, depois, a mais nova, na cozinha da casa, onde foram encontrados os corpos. O de Renata estava estirado sobre a mesa. Ambas foram esfaqueadas no pescoço e havia suspeita de que foram abusadas sexualmente. O pai das garotas, o comerciante Nelson Yoshifusa, chegou depois e se desesperou ao ver as filhas mortas.

A polícia encontrou três facas no local. Foram apreendidos também celulares, um chip de celular, um cordão, processos criminais, um isqueiro, uma ponta de cigarro e as roupas usadas pelo pintor, que estavam sujas de sangue.

Versão. Quando foi socorrido na sexta, o pintor disse que três rapazes entraram na casa e passaram a agredir as jovens. Ele teria tentado defendê-las, mas também foi atacado. Conseguiu fugir e se refugiar no banheiro, de onde telefonou para a polícia, pedindo ajuda.

Segundo policiais, o próprio cenário do crime desmentia a versão de Silva Júnior, porque não havia sinais de arrombamento. Ele se cortou, para forjar a suposta agressão.

O pai das garotas afirmou que as filhas recebiam ameaças anônimas, por telefone, desde o fim do mês passado, sem que houvesse qualquer motivo aparente. As vítimas viviam com os pais. Renata trabalhava como estagiária do Poder Judiciário.

Os corpos das duas jovens foram enterrados na tarde de ontem, no Cemitério Parque das Oliveiras, também em Mogi. / COLABOROU JULIANA FADDUL

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