Irmãs dizem que jovem que faz refém nunca andou armado

Lindembergue faz a ex-namorada refém desde a tarde de segunda em um prédio em Santo André

Daniela do Canto, do Jornal da Tarde,

15 de outubro de 2008 | 10h02

As cozinheiras Francimar Fernandes, de 35 anos, e Lindomar Fernandes, de 38, foram até a CDHU do Jardim Santo André na madrugada de terça-feira, acompanhadas do advogado Eduardo Lopes, na tentativa de amparar o irmão, Lindembergue Fernandes Alves, que fez quatro adolescentes reféns. Elas disseram não saber que o irmão tinha uma arma e que ele nunca apresentou problemas em relacionamentos anteriores. "Ele nunca andou armado", disseram.   Veja também:  'Ele estava com revólver e várias balas no bolso'  Polícia retoma negociações com jovem   "Acho que ele fez uma grande burrice na vida dele. Isso não vale a pena, nem por ela, nem por ninguém. Isso é loucura", desabafou Francimar. Segundo ela, Alves é funcionário da área de produção de uma indústria. "Meu irmão não é bandido. Ele é trabalhador."   Francimar definiu Alves como uma pessoa "calma até demais" e contou que estava no trabalho quando recebeu uma ligação informando sobre a atitude do irmão. Ele mora com a mãe em um apartamento naquele mesmo conjunto habitacional. Alves é o caçula de quatro irmãos.   Segundo Francimar, Lindembergue entrou em depressão depois do fim do namoro com a adolescente de 15 anos. "Ele não aceitou o fim", justificou. As duas irmãs contaram que tentaram falar com ele por telefone durante a madrugada, mas não conseguiram contato.   De acordo com elas, a vontade da família era que Alves se entregasse. "Agora o que esperamos é que termine tudo bem, que ele liberte as duas meninas e depois pague pelo que fez", disse Lindomar.   A família de Heloá não quis fazer qualquer comentário sobre o seqüestro e nem falar sobre o relacionamento dos dois.

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