Irmãs de 15 e 16 anos são achadas mortas em Cunha

Adolescentes que estavam desaparecidas desde quarta-feira foram encontradas em matagal com tiros e facadas

João Carlos de Faria, O Estado de S.Paulo

29 Março 2011 | 00h00

Duas irmãs, de 15 e 16 anos, foram achadas mortas na manhã de ontem em Cunha, a 225 quilômetros de São Paulo. Elas estavam desaparecidas desde quarta-feira, após terem saído da escola.

À noite, o Instituto Médico-Legal (IML) de Guaratinguetá divulgou o resultado dos exames de necropsia. Eles indicam que as adolescentes teriam sido baleadas - J.V.O. com quatro tiros e J.L.O. com dois. Não apontam, porém, se elas sofreram abuso sexual. Uma parte do material foi enviada ao Instituto de Criminalística, em São Paulo, para novos exames.

Os corpos - que também apresentavam cortes no pescoço - foram encontrados pela polícia no bairro Samambaia, num matagal a 8 km de onde as estudantes foram vistas pela última vez, no bairro do Jacuí, onde moravam.

Intensificadas no fim de semana, as buscas mobilizaram policiais civis e militares, um helicóptero, cães farejadores da PM, além de 60 voluntários. Mas foi um telefonema para a delegacia de Cunha, na noite de domingo, que levou a polícia ao local certo.

A delegada seccional de Guaratinguetá, Sandra Maria Pinto Vergal, disse que há vários suspeitos do crime - um deles é foragido da Justiça e era frequentador das imediações da residência das meninas.

Até o início da noite de ontem, vizinhos das vítimas e outras pessoas já haviam sido ouvidos por responsáveis pela investigação.

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