Irmãos levam orelhão para casa em Santo André

Aos policiais, eles disseram que tinham chamado empresa para consertar telefone e ela não apareceu

Andressa Zanandrea, Jornal da Tarde

06 de maio de 2008 | 09h29

Dois irmãos, de 26 e 27 anos, resolveram levar para casa um orelhão que havia sido alvo de vandalismo, na Rua Arujá, no bairro Bangu, em Santo André. Depredado, o telefone público, instalado em frente a um bar, ainda funcionava. Apesar de estar na calçada, ao lado do poste, ainda tinha os fios ligados. Os rapazes decidiram pegá-lo e levá-lo para casa, aparentemente sem nenhum motivo específico. Já passavam das 22h30 de segunda-feira e o bar estava fechado. Na rua, ninguém viu quando o comerciante Júlio Cesar dos Santos, de 27 anos, e o irmão, o operador de máquina Carlos Eduardo dos Santos, de 26 anos, colocaram o telefone, com o orelhão de fibra, dentro do carro em que estavam, um Gol branco.   Quinze minutos mais tarde, quando os rapazes passavam pela Rua dos Aliados, no mesmo bairro, a cerca de 500 metros de onde estava instalado o telefone, policiais da 1ª Companhia do 10º Batalhão, em patrulhamento, viram o discreto orelhão verde-cana dentro do carro. Intrigados, resolveram abordar os irmãos.   Os jovens foram revistados, mas nada além do telefone público foi encontrado. "Eles disseram que iam levar (o orelhão) para casa. Se arrependeram e começaram a chorar ", contou o soldado Sérgio Fernando. Os irmãos e o material foram levados ao 2º Distrito Policial. Volta e meia, sentados na sala de espera, os rapazes baixavam a cabeça e choravam. Eles não quiseram falar sobre o assunto com a reportagem. Sem passagem pela polícia, os dois seriam autuados por furto.   À polícia, o dono do bar disse que ligou para a Telefônica no domingo, para que o reparo fosse providenciado, mas nenhum técnico apareceu para consertar o telefone. Na madrugada, a empresa não mandou representante à delegacia onde o caso foi registrado.

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