Irmãos e amigo foram acolhidos por italianos

Após anos vivendo em um abrigo em São Paulo, os irmãos Sergio, Simona e Aureo conseguiram o que parecia impossível: um casal interessado em adotar os três juntos. Do total de pretendentes à adoção no Brasil, apenas 19% aceitam adotar mais de uma criança.

O Estado de S.Paulo

30 Março 2014 | 02h05

A nova família começou a surgir em 2005, quando o casal italiano Sebastiano Depau, de 50 anos, e Susanna Lai, de 48, conseguiu a autorização da Justiça brasileira para adotar as crianças, hoje com 19, 17 e 14 anos.

"Quando nos foi apresentada a opção de adotá-los, nem pensamos na possibilidade de separar os irmãos. Adotaríamos os três ou nenhum", conta Susanna. "Hoje temos certeza de que fizemos a escolha certa, porque além do grande amor que temos pelos três, Aureo tem necessidades especiais. Na condição em que ele estava, se não fosse a adoção, ele teria piorado muito ou, então, morrido."

A adaptação à chegada de três crianças não foi fácil. "Elas não se entregavam totalmente e, consequentemente, era difícil estabelecer regras. No caso do Aureo, ainda tinha a dificuldade de comunicação", diz ela.

Família aumentou. No ano passado, os irmãos tiveram uma surpresa. O melhor amigo de Sergio, que viveu por muitos anos no mesmo abrigo das crianças, foi adotado, aos 18 anos, pelo casal.

"Na primeira vez que viemos ao Brasil após a adoção, conhecemos o Wallace. Durante alguns anos, ele chegou a passar férias na Sardenha (onde a família mora) com a gente. Quando ele completou 18 anos, veio em definitivo para cá e decidimos fazer a adoção."

Para ela, mesmo com as dificuldades, a experiência valeu a pena. "Antes, eu e o Sebastiano saíamos, viajávamos. Depois da adoção, tudo gira em torno dos filhos, mas não conseguimos imaginar a nossa vida sem eles." / F.C.

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