Irmão de Isabella negou que houvesse ladrão, diz testemunha

Nesta quarta, a Justiça também ouviu um pedreiro que negou o arrombamento de uma obra vizinha a edifício

Carolina Freitas, Agência Estado

30 de julho de 2008 | 16h25

Jéferson Friche, testemunha de juízo no caso Isabella, disse nesta quarta-feira, 30, em depoimento à Justiça paulista que o irmão da menina assassinada, Pietro, de três anos, negou na noite do crime que houvesse algum ladrão no apartamento da família. Jefferson é morador do residencial London, onde a menina foi assassinada, em março. Ele contou ao juiz Mauricio Fossen que estava em seu apartamento na noite do crime, desceu até o térreo, viu Isabella caída no jardim, e algumas pessoas em volta dela gritando que um ladrão havia entrado no apartamento dos Nardoni e jogado a menina da janela.  Saiba o que já foi publicado sobre o crime Ele relatou que viu Pietro sozinho e chorando muito perto de uma porta de vidro perto da cena. Ele, então, pegou o garoto no colo para acalmá-lo e perguntou: "Tinha ladrão na sua casa?", ao que o menino respondeu "Não". Em seguida, Jéferson contou à Justiça ter questionado a criança: "Você viu sua irmã caindo?". Pietro, segundo o depoimento de Jéferson, teria respondido: "Ela queria ver a lua, queria ver a casa". Depôs à Justiça ainda Christiane de Brito, que mora próximo ao edifício London. Ela disse ao juiz que ouviu uma pancada por volta da meia noite do dia em que Isabella morreu e deduziu que o barulho teria vindo de uma obra que fica nos fundos do prédio. Os depoimentos terminaram às 15h20. As informações sobre a audiência foram passadas à imprensa por assessores do Tribunal de Justiça de São Paulo, que assistem aos depoimentos. A imprensa não pode entre entrar na sala.  Obra invadida Mais cedo, o pedreiro Gabriel do Santos Neto, de 46 anos, disse hoje à Justiça paulista que a obra em que trabalhava, nos fundos do residencial London, onde foi morta a menina Isabella, não foi arrombada no final de semana do crime. Isabella de Oliveira Nardoni foi assassinada no prédio, na zona Norte de São Paulo, em 29 de março.Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o porteiro havia relatado um arrombamento na obra, porém, em depoimento à polícia, desmentiu o acontecido. Hoje, questionado pela defesa dos acusados pelo crime, Alexandre Nardoni e Anna carolina Jatobá, Gabriel negou segue ter dado qualquer entrevista. Disse que a única vez que falou com jornalistas foi após ter prestado depoimento à polícia, quando foi cercado por repórteres a apenas repetiu o que havia dito ao delegado. Relatou ainda que, depois de voltar da delegacia, foi procurado na obra por um repórter, e lhe disse que precisava da autorização do patrão para falar. Ele saiu para falar com o patrão, e quando voltou, a pessoa não estava mais lá.A testemunha trabalhava e dormia na obra de segunda à sexta, e disse que nunca houve qualquer furto ou arrombamento no local nos sete meses em que esteve lá. Contou ainda que havia um muro entre o terreno e o edifício London de quatro metros de altura, e que na obra não havia escadas, cordas ou andaime da época do crime.Durante o depoimento, os advogados de defesa do casal Nardoni pediram ao juiz Mauricio Fossen para que ouvissem uma fita com o áudio da entrevista que teria sido concedida por Gabriel ao jornalista da Folha. O juiz, no entanto, negou a solicitação por considerar que o Ministério Público e a defesa já tinham conhecimento do áudio e que o pedreiro estava ciente das conseqüências de prestar hoje um falso testemunho.O depoimento de Gabriel terminou Por volta das 15 horas, e em seguida começou o de Christiane de Brito, uma vizinha ao London que teria ouvido barulhos vindos da obra na noite da morte de Isabella. (Carolina Freitas)

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