Irmão de ex-aliado de Kassab é suspeito de lavagem de dinheiro

Marco Aurélio Garcia será investigado por suspeita de envolvimento com a máfia do ISS em SP

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

21 Novembro 2013 | 18h05

SÃO PAULO - O empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico Rodrigo Garcia, será investigado por suspeita de lavagem de dinheiro na investigação sobre a máfia do ISS na Prefeitura de São Paulo.

O promotor de Justiça Roberto Bodini disse na tarde de quinta-feira, 21, que identificou uma movimentação financeira "com todos os elementos da prática de lavagem de dinheiro". Garcia comprou três flats na Rua Bela Cintra, no centro de São Paulo, para os fiscais Ronilson Bezerra Rodrigues, Eduardo Horle Barcellos e Fábio Renesso, três dos investigados.

O fiscal Barcellos, em seu depoimento, já havia dito que Garcia havia feito a transação. Na tarde de quinta-feira, o Ministério Público Estadual confirmou com a incorporadora Even, que vendia os flats, que Garcia é o proprietário dos imóveis, e identificou também transferências das contas dos fiscais para Garcia, referentes à operação.

"Garcia vai ser investigado por lavagem de dinheiro e poderá se explicar", disse o promotor.

Cofre. O Ministério Público abriu nesta quinta um cofre portátil que havia sido apreendido no chamado "ninho da corrupção" - uma sala comercial alugada por Garcia e usada pelo fiscal Rodrigues no Largo da Misericórdia, centro de São Paulo.

Antes da abertura do cofre, o promotor Bodini convocou advogados tanto de Rodrigues, que usava a sala, quanto de Garcia, locatário do imóvel, e ambos disseram que seus clientes não eram donos do cofre portátil. Após a abertura, verificou-se que havia R$ 88 mil em notas dentro do cofre.

Os advogados mantiveram a versão de que o dinheiro não pertencia a seus clientes. "Como o dinheiro não tem dono, vou requisitar à Justiça que ele seja enviado a alguma instituição de caridade", disse o promotor.

Mais conteúdo sobre:
issrodrigo garciakassab

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.