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Investigação sobre Twitter adia decisão de semiaberto a Suzane

Benefício do semiaberto pode não ser dado caso fique provado que Suzane tinha acesso à internet na prisão

Priscila Trindade, Central de Notícias,

12 de agosto de 2009 | 18h19

As investigações sobre o perfil no Twitter com o nome de Suzane von Richthofen vão adiar a decisão sobre o benefício de regime semiaberto à jovem. A Justiça de São Paulo suspendeu o andamento do processo de progressão de pena e aguarda a investigação do Ministério Público Federal sobre o suposto perfil no site, que saiu do ar após matéria publicada pelo Estado. Suzane foi condenada a 38 anos de prisão por ter assassinato dos pais, em outubro de 2002.

 

O benefício de regime condicional e semiaberto pode não ser dado caso fique provado que Suzane tinha acesso à internet. A investigação deverá ser conduzida pela Corregedoria dos Presídios de São Paulo, sob a supervisão da juíza Suely Zeraick Oliveira Armani de Menezes, da 1ª Vara das Execuções Criminais de Taubaté, a mesma que analisa o pedido de progressão de pena (do fechado para o semiaberto) feito pelos advogados da presa.

 

No ofício encaminhado à Justiça, o promotor Paulo José de Palma pede esclarecimentos à direção da Penitenciária Feminina de Tremembé, onde Suzane cumpre pena, e informações ao provedor do Twitter, para obter detalhes sobre o autor do perfil. O promotor ratifica o pedido de apuração lembrando que, em setembro de 2006, Suzane foi punida com a transferência para um presídio de segurança máxima por ter tido regalias no Centro de Ressocialização (CR) de Rio Claro, incluindo o uso de um computador da unidade. Agentes penitenciários disseram que a presa conseguia até mesmo atualizar um perfil falso no site Orkut com o nome Patrícia von Richthofen.

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