Investigação sobre morte de Isabela aposta em exame de DNA

Na tarde de terça-feira, 8, os peritos estiveram, pela sexta vez, ao apartamento de pai e madrasta da menina

Bruno Tavares e Marcelo Godoy, O Estado de S. Paulo

09 de abril de 2008 | 09h53

Os peritos do Instituto de Criminalística (IC) ainda não concluíram a análise das manchas menores encontradas no Ford Ka de Alexandre Nardoni, 29 anos, pai de Isabella. Como esses vestígios, chamados pelos técnicos de 'substância hematóide', são pequenos, os peritos decidiram não fazer o exame de constatação de sangue, pois não sobraria material para a realização do exame de DNA. Decidiu-se partir direto para o análise de DNA.   VEJA TAMBÉM Isabella foi espancada e asfixiada, dizem peritos Especialistas divergem sobre prisões do caso Isabella  Escute por que crimes assim comovem a sociedade Tudo o que já foi publicado sobre o caso Isabella    Na tarde de terça-feira, 8, os peritos estiveram, pela sexta vez, ao apartamento do casal. Ao mesmo tempo, outros técnicos começaram o seqüenciamento do DNA de Isabella - a amostra de sangue da menina chegou anteontem ao instituto. Os peritos mantém uma postura de cautela em relação aos exames. "Não temos nada concluído e só vamos nos manifestar depois da conclusão de todos os laudos", afirmou o superintendente de Polícia Científica, Celso Perioli.   Os técnicos constataram ainda por meio de um exame de contrastes de imagens que alguém pisou no lençol da cama do quarto em que a menina foi atirada. Há no pano a marca da ponta de um solado, aparentemente de sapato. Quem pisou no lençol, não apoiou seu calcanhar no tecido, deixando uma pegada incompleta. As marcas, porém, diferem do calçado que Alexandre Nardoni, o pai da menina, usava no dia do crime. Imagens do supermercado Sam's Club (veja vídeo), horas antes da morte de Isabella, e da saída do Edifício London, logo após o crime, mostram o Alexandre com um chinelo.   Os peritos do IC recolheram pares de sapato de Alexandre e de Anna Carolina para comparar com a pegada deixada no lençol. A sola do chinelo de Alexandre também deve ser comparado. Para os peritos, o resultado sobre a presença da pegada é apenas um dado a mais na investigação.

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