Investigação é transferida após morte de assaltante

Após a divulgação da morte assaltante que assassinou o policial militar Bruno de Castro Ferreira com um tiro no rosto na Avenida Rio Branco, a investigação foi transferida da 5.ª Delegacia de Polícia, responsável pela área, para a Delegacia de Homicídios, encarregada de investigações mais complexas.

Gabriela Moreira e Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2010 | 00h00

"O caso saiu da minha competência, e o que estou fazendo no momento é resguardar a integridade do outro preso. Nenhum PM, nem jornalista, vai conversar com ele", disse o delegado titular da 5.ª DP, Antônio Pereira Bonfim. Até o início da noite, não tinham prestado depoimento os policiais militares identificados como Danilo, que trabalhava com Bruno, e Flávio, que levou o assaltante para o Hospital Souza Aguiar.

Ferimentos. As imagens feitas com exclusividade pelo Estado mostram o criminoso, sem ferimentos de tiro aparentes - o sangue que empapava seu tornozelo esquerdo era do policial -,sendo colocado, vivo e algemado, por policiais na viatura 543249, do 13.º Batalhão de Polícia Militar, placa LPC-8594.

Pouco depois, porém, policiais militares informaram na 5.ª Delegacia de Polícia que o suspeito morrera com um "tiro transfixiante (que perfura de lado a lado)" na barriga. Não é possível, porém, identificar esse ferimento nas fotografias.

Atingido na cabeça, o PM Bruno chegou em estado grave ao Hospital Souza Aguiar, a cerca de 1,3 quilômetro da Avenida Rio Branco. O policial militar chegou a ser levado para o processo de reanimação, mas não resistiu ao ferimento.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o assaltante foi levado à mesma unidade, mas já chegou morto. Os médicos atestaram o óbito e enviaram o cadáver ao Instituto Médico-Legal (IML). Não foram divulgados detalhes sobre os ferimentos do assaltante.

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