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Investigação do seqüestro do filho de Mauricio será sigilosa

Marcelo, filho do cartunista, passa o dia jogando bola em casa, que teve segurança reforçada

Simone Menocchi, de O Estado de S. Paulo,

08 de abril de 2008 | 17h49

A Polícia Civil do Vale do Paraíba vai manter em sigilo os rumos das investigações sobre o seqüestro do menino Marcelo de Sousa, de 9 anos, filho do desenhista Maurício de Sousa. O garoto, sua mãe Marinalva Pereira, de 39 anos, e o meio irmão Vitor Hugo, de 2 anos, foram libertados na noite de domingo, 6, depois de ficar 18 dias sob o poder de seqüestradores. As vítimas foram libertadas depois que a polícia estourou o cativeiro, em uma mata fechada no litoral norte paulista.   Veja também: 'Meu filho foi um heroizinho', diz Mauricio de Sousa   Como a quadrilha passou por outros três cativeiros - apenas o último foi no litoral - a polícia procura agora pistas para localizar os imóveis onde as vítimas foram escondidas nesses 18 dias. "Uma das casas era muito suja e lá ficamos por três dias. Parecia uma região de montanha, mas não temos noção de onde era", contou Marinalva.   A polícia também está a procura das duas pessoas que cuidavam da família no cativeiro. "Queremos identificar quem foram as pessoas que faziam a guarda das vítimas durante o seqüestro", informou o policial Ronaldo Rafaeli. "Outros detalhes serão mantidos em sigilo para não atrapalhar o andamento das investigações", completou.   Por duas vezes Marinalva e Marcelo gravaram vídeos, a pedido da quadrilha, para avisar a família que estavam vivos. "Era uma prova de que estávamos vivos. Eles pediam pra gente dizer pra tirarem a policia do caso", contou a mãe. As gravações foram entregues à família durante as negociações e já estão com a polícia.   A casa onde ela mora com dois filhos, dentro de uma chácara em São José dos Campos, está cercada de seguranças. "Não teria como ficarmos aqui sem seguranças. Eles ameaçaram minha família, disseram que voltariam". Na segunda-feira, 7, Marinalva saiu pela primeira vez de carro, mas por pouco tempo. "O Marcelo não vai pra escola e deve viajar com o pai por uma semana".   Marcelo e Vitor Hugo tentam, assim como a mãe, esquecer o drama de formas diferentes. "Eles brincam o dia inteiro, mas eu não consigo parar de pensar. É fechar os olhos e lembrar de tudo". Segundo Marinalva, Marcelo estava eufórico desde a noite de domingo e tem ido dormir tarde. "Ele tem brincado bastante com os primos, joga futebol e não fala mais no assunto. Procuro não falar também".

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