Invasão seguiu-se a disparo no apartamento, diz coronel da PM

As armas dos policiais militares e de Alves foram apreendidas e vão passar por perícia para determinar autoria

da Redação,

17 de outubro de 2008 | 20h46

 Policiais do Gate invadiram o apartamento onde Lindembergue Alves, de 22 anos, mantinha Eloá, de 15, refém desde às 13h30 de segunda-feira. A invasão aconteceu às 18h08 desta sexta, depois de mais de 100 horas de tensão. A polícia arrombou a porta do apartamento e usou bombas de efeito moral para desconcertar o seqüestrador. Lindembergue resistiu à prisão e foi subjugado à força.  Veja também: Eloá levou dois tiros e corre risco de mortePolícia invade, reféns são levadas e seqüestrador é preso 'O que deu errado foi o tiro que ele deu na menina', diz coronel Armas de policiais e seqüestrador são apreendidas para períciaConfira cronologia do seqüestro  Seqüestro em Santo André é o mais longo registrado em SPPai de Nayara diz que foi ‘expulso’ pela PM de escolaJovem disse que ia matar ex-namorada se polícia invadir o local Galeria de fotos do seqüestro  Lindembergue foi preso e levado por um carro da Polícia Militar ao 6.º Distrito Policial, na Vila Marrey. Eloá, baleada na cabeça e na virilha, está em estado grave. Nayara, uma amiga de Eloá que também estava no apartamento, foi atingida no rosto e não corre risco de morte.  As armas dos policiais militares e de Alves foram apreendidas e vão passar por perícia para a investigação de quem efetuou os disparos que atingiram Eloá e Nayara. As duas foram atingidas: Eloá levou um tiro na cabeça e um na virilha. Nayara teria sido ferida no rosto. Eloá passa por cirurgia para avaliação de seu estado neurológico e corre risco de vida. Nayara, está consciente e, segundo as primeiras informações, foi baleada no rosto.  Segundo o coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, os policiais decidiram entrar no imóvel após ouvirem um disparo. Segundo ele, Alves portava um revólver calibre 32, com cinco cartuchos deflagrados.  Nesta sexta-feira, quatro soldados da Polícia Militar entraram em um apartamento vizinho ao de Eloá, onde ocorria o seqüestro. O contato com o seqüestrador estava suspenso desde a tarde do dia 16. Às 4h50 da madrugada, houve troca de turno entre os policiais incumbidos de negociar com Lindembergue.  Vinte minutos depois, alguns dos PMs aproximaram-se da porta de entrada do imóvel, mas, por motivo ainda não informado, resolveram recuar. Durante toda a madrugada, a polícia não passou informação alguma à imprensa.  À tarde, o assistente da Procuradoria Geral da Justiça, Augusto Eduardo de Souza Rossini, foi ao local do seqüestro, representando o promotor geral da Justiça de São Paulo, Fernando Vieira. Rossini levava um documento que garante a integridade física de Alves.  Havia expectativa, durante parte da tarde, de que a libertação das meninas e a rendição de Lindembergue ocorreria ainda nesta sexta, já que alguns dos pedidos feito pelo seqüestrador tinham sido atendidos: a presença da família e da defesa, de uma equipe de TV e da Justiça.

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