Invasão seguiu planejamento à risca

A ocupação do Complexo do Alemão começou com o cerco feito por 800 homens do Exército, na sexta-feira. O cordão de isolamento fixou o limite do território tomado pelo tráfico. A ação de mais 1.900 homens das Polícias Civil, Militar e Federal foi precedida do levantamento físico da área, feito com base em imagens de satélite e captadas por helicópteros. Estrategistas das três principais forças envolvidas - Polícias Civil e Militar e Exército - usaram informações de moradores para sondar o terreno. O grupo valeu-se da experiência de policiais que já realizaram operações na área.

Cenário: José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2010 | 00h00

Às 7h59, a invasão começou conforme o planejamento: do entorno para o centro, através de 15 vias de penetração. A varredura inicial foi feita pelos helicópteros das polícias estaduais. Aeronaves do Exército e da Aeronáutica mapearam os focos de resistência armada. O comando da operação informou que um dos pontos decisivos foi a opção de dividir ao meio as possíveis áreas de resistência, com o avanço inicial pelas ruas Joaquim de Queirós e Canitar. Essas vias, usadas para o avanço inicial pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core ), atravessam todo o conjunto. Os policiais civis foram os primeiros a avançar em direção ao centro do complexo por conhecerem melhor o terreno.

Na sequência, entraram homens do Bope e das Forças Armadas. Blindados militares desimpediram as vias obstruídas por barreiras - de carros e vans a blocos de concreto - e permitir o acesso de homens e viaturas. Em uma hora e meia, o objetivo estava conquistado e a vitória, declarada.

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