Interrupção de ataques depende de justa punição

Cenário: Bruno Paes Manso

O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2012 | 03h02

Apesar dos assassinatos terem dobrado em setembro e de a capital acumular aumento de 22% no ano, ainda é cedo para afirmar que a curva deve continuar em tendência de alta. Não há dúvidas de que houve um profundo desequilíbrio em territórios onde moradores, nos últimos 11 anos, vinham aprendendo a se relacionar civilizadamente.

As ocorrências dos últimos meses não deixam dúvidas de que a execução de policiais a mando de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), quase sempre seguidas de mortes suspeitas de civis , é um dos fatores desse desequilíbrio. É importante saber se as instituições do Estado vão conseguir lançar mão de estratégias que consigam reverter a tendência de alta e parar com o mata-mata. Por enquanto, as tropas parecem tensas o bastante para agir por impulso, de maneira passional. A vingança é o remédio mais usado por iniciativa de policiais que vivem a tensão das ruas.

A interrupção dos ataques nos dois lados requer a punição justa para autores dos excessos. Por enquanto, nem lideranças da facção foram transferidas de presídios mais rígidos nem PMs autores de mortes suspeitas tiveram os crimes esclarecidos.

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