Interromper trânsito é 'caso de polícia', diz Alckmin sobre protestos

Em Paris, governador defende o direito à manifestação e critica o 'vandalismo'

Lúcia Müzell, Especial para o Estado

11 Junho 2013 | 16h45

PARIS - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta terça-feira, 11, em Paris, que a interrupção do trânsito durante um protesto é "vandalismo", portanto "caso de polícia". Alckmin fica na França até esta quarta-feira, 12, quando participa da apresentação final da candidatura de São Paulo para sediar a Expo 2020, mas garantiu que vai acompanhar o desenrolar das manifestações na capital.

"Uma coisa é movimento, que tem que ser respeitado, ouvido, dialogado (sic). Isso é normal e é o nosso dever fazê-lo", disse, na saída de uma reunião com empresários franceses, nesta manhã. "Outra coisa é vandalismo: você interromper artérias importantes da cidade, tirar o direito de ir e vir das pessoas, depredar o patrimônio público, que é de todos. Isso não é possível. Aí é caso de polícia, e a polícia tem o dever de garantir a segurança das pessoas."

Durante a tarde, o governador e o prefeito Fernando Haddad (PT) participaram de uma reunião para acertar os últimos detalhes da apresentação desta quarta, mas permaneceram de olho nas notícias vindas de São Paulo. Eles também jantaram juntos na embaixada brasileira em Paris. Apesar da diferença de cinco horas do fuso horário em relação à França, as assessorias de ambos garantiram que o governador e o prefeito permanecerão monitorando os acontecimentos na cidade.

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