MARCIO RIBEIRO/BRAZIL PHOTO PRESS
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Internos da Fundação Casa fazem 11 reféns durante rebelião

Rebelião chegou ao fim no início da tarde; dois funcionários ficaram feridos e foram encaminhados a hospital da região

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

13 Novembro 2015 | 13h02

Atualizada às 18h55

SÃO PAULO - Terminou, por volta das 15h20 desta sexta-feira, 13, uma rebelião de internos da Fundação Casa na unidade de Pirituba, localizada na zona norte da capital paulista.  Os internos chegaram a fazer 11 reféns, entre eles o diretor da unidade. Dois funcionários que ficaram feridos foram libertados no início da tarde. Eles foram encaminhados a hospitais da região. 

Segundo a assessoria da Fundação Casa, os jovens começaram um tumulto por volta das 10h30 e atearam fogo a mesas e cadeiras de plástico. A unidade tem capacidade para 83 internos e está atendendo, no momento, 79 jovens.

A Superintendência de Segurança e a Corregedoria-Geral da Fundação Casa foram ao local para negociar a libertação dos reféns e o fim da rebelião. No final do protesto, oito homens e uma mulher ainda estavam rendidos pelos internos, entre eles o diretor da unidade, um coordenador e uma professora. Eles foram liberados por volta das 15h20 e dois deles foram levados para atendimento médico por causa de escoriações leves.

Outros dois, liberados antes do fim da rebelião, tiveram ferimentos principalmente na região da cabeça e foram socorridos. Segundo a Corregedoria-Geral da Fundação Casa, os funcionários foram atingidos quando tentaram controlar os internos, que estavam exaltados.

O pai da professora disse que estava no trabalho quando ficou sabendo da confusão. "Minha filha estava cobrindo licença médica de uma professora. É a primeira vez que ela passa por isso. Foram quatro horas de tensão, mas graças a Deus está tudo bem", disse o marceneiro Levy de Oliveira, de 65 anos.

Uma sindicância será aberta para apurar as causas do tumulto. Segundo o corregedor-geral da Fundação Casa, Jadir Pires de Borba, os internos já tinham realizado uma mobilização no início do mês com o intuito de fugir. A ação não obteve êxito e os menores perderam benefícios, como a possibilidade de participar de atividades externas e de campeonatos.

"Eles disseram que queriam chamar atenção. Não houve nenhuma concessão para eles. A divisão regional vai verificar se houve algum tipo de abuso (por parte dos funcionários)." Não haverá transferência de internos.

 

 

 

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