Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Internautas lamentam crise que pode provocar fechamento do Hopi Hari

Nas redes sociais, antigos frequentadores relembraram momentos marcantes; não faltaram também os memes - veja

O Estado de S.Paulo

09 Maio 2017 | 11h56
Atualizado 09 Maio 2017 | 12h02

SÃO PAULO - A crise que atinge o Hopi Hari, principal parque de diversões do Estado de São Paulo, comoveu os internautas na manhã desta terça-feira, 9. Conforme informou o Estado, o espaço está atolado em uma dívida de R$ 700 milhões, com a luz cortada, sem seguro e "aviso prévio" para fechar as portas

Com tantos problemas, o público sumiu e o parque – que chegou a receber 24 mil pessoas em um único dia, no segundo semestre de 2011 – tinha 160 visitantes no sábado, 6. No dia anterior, uma sexta-feira, foram 20 pessoas.

No Twitter, antigos frequentadores do Hopi Hari lamentaram o possível encerramento das atividades e relembraram momentos marcantes no parque. Alguns usuários da rede social criticaram a administração do lugar pela crise, especialmente em função dos altos preços cobrados. Outros fizeram piadas e transformaram a situação em meme.

O Hopi Hari foi um dos assuntos mais comentados no Twitter e entrou nos Trending Topics do Brasil. 

Desespero. Em abril, o parque teve o fornecimento de energia cancelado por causa de uma conta de R$ 580 mil em aberto com a CPFL. Se não levantar R$ 100 mil nesta semana, o novo proprietário José Luiz Abdalla terá de devolver na segunda-feira, 15, os geradores alugados justamente para evitar o fechamento das portas.

Para piorar, desde 25 de março o Hopi Hari opera sem cobertura de seguro para acidentes com frequentadores ou eventuais danos aos equipamentos. Abdalla vem batendo na porta das seguradoras, mas não encontra uma única empresa que encare o risco do negócio, tanto do ponto de vista da segurança dos brinquedos como da capacidade de pagamento da apólice. "A gente não tem crédito na praça", reconhece ao Estado o empresário.

A situação é tão crítica que até o processo de recuperação judicial, solicitado em 24 de agosto de 2016, está praticamente paralisado, já que o parque não conta com um profissional que saiba lidar com esse tipo de processo - segundo Abdalla, o último especializado, o advogado tributarista Julio Mandel, retirou-se por falta de pagamento.

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