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Internautas fazem ‘vaquinha’ online para pagar remoção de menino torturado por tatuador

Adolescente de 17 anos teve a testa tatuada com a frase 'Eu sou ladrão e vacilão'; suspeitos foram detidos

Hyndara Freitas, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2017 | 11h13

No último sábado, 10, o adolescente de 17 anos que foi torturado por um tatuador e outro homem em São Bernardo do Campo (SP) foi encontrado por amigos. A imagem de sua testa, tatuada com a frase “Eu sou ladrão e vacilão” circulou nas redes sociais e causou revolta em muitas pessoas. Agora, um grupo criou uma campanha numa plataforma de financiamento coletivo para pagar a remoção da tatuagem do jovem.

A ‘vaquinha’ online tem o objetivo de arrecadar R$ 15 mil e, até a manhã deste domingo, 11, já haviam sido doados mais de R$ 12,7 mil. A campanha foi criada pelo coletivo Afroguerrilha e, na descrição, relata que o jovem vive numa “situação de pobreza muito grave”.

O responsável pela tatuagem, Maycon Wesley Carvalho dos Reis, e seu vizinho Ronildo Moreira de Araújo, que filmou a ação do tatuador, foram detidos no último sábado por tortura pela Polícia Civil de São Bernardo do Campo. A filmagem feita pelo suspeito mostra que a tatuagem foi feita após o adolescente ter, supostamente, roubado uma bicicleta. 

Nos vídeos, Maycon Wesley obriga o menino a 'pedir' uma tatuagem com a palavra 'ladrão' e faz o menino falar que tentou roubar uma bicicleta 'de um homem que trabalha no farol'. Aos risos, o tatuador e o vizinho ainda perguntam se o menino gostou da tatuagem. O jovem estava desaparecido e, quando o caso viralizou nas redes sociais, a família o reconheceu e levou as gravações até à Polícia.


 

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