Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Internação à força só em 'último caso' e 'com aval do juiz', diz Alckmin

Segundo o governador, Estado realizou 11 mil internações de dependentes desde 2013 e só 28 foram compulsórias

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2017 | 14h18

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quinta-feira, 25, que a internação à força de dependentes químicos deve acontecer "em último caso" e que "a última palavra é do juiz". A gestão do prefeito João Doria (PSDB) pediu à Justiça nesta semana que esse tipo de medida possa ser solicitada diretamente por um médico, sem aval de um juiz para cada caso específico, medida que tem sido criticada por especialistas. 

"Nós temos que, de um lado, ter um ação policial no combate ao tráfico de drogas e de armas. De outro lado, o trabalho de saúde pública, que é voluntário, convencer as pessoas. E, no último caso, pode ter a internação compulsória", disse Alckmin.

O governo do Estado realizou cerca de 11 mil internações desde 2013 e, segundo Alckmin, só 28 delas foram à força, mas com aval do juiz. 

"É um número pequeno, mas o juiz pode dizer se o caso precisa. Claro que é o médico que recomenda, e a última palavra é do juiz. É natural que seja assim (poucas internações compulsórias), no mundo inteiro é assim", declarou o governador. "Uma maior parte de internações voluntárias, cujo resultado é até melhor, você tem o que a família pede, e você tem casos extremos, que não tem ninguém da família, está colocando em risco a sua própria vida e de terceiros, que a Defensoria e o MP (Ministério Público), com parecer médico, pedem, e o juiz determina."

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