Internação à força começa este mês em SP

A força-tarefa que vai permitir ao Estado internar viciados em crack contra a vontade deve entrar em prática até o fim do mês. Secretarias do Estado, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil vão assinar hoje, no Palácio dos Bandeirantes, termo de cooperação para viabilizar o programa.

O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2013 | 02h02

O projeto é uma segunda frente no combate ao crack, segundo o governo. A primeira etapa é tentar convencer usuários a se internarem voluntariamente. Cerca de 50 voluntários da Missão Belém, mantida pelo padre Gianpietro Carraro na cracolândia, centro de São Paulo, fazem esse trabalho. Os funcionários são viciados em recuperação.

Em cerca de 40 dias, o projeto, parceiro da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, fez o acolhimento de 398 pessoas - 168 deram continuidade ao tratamento, de forma voluntária. A segunda frente de ação é destinada a quem não aceita o tratamento e está colocando a vida em risco.

O usuário de droga em situação mais grave será encaminhado por agentes de saúde para o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod). Lá, médicos avaliarão se a internação é necessária e um juiz vai decidir se o paciente deve ser internado, mesmo contra a vontade. / T.D.

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