Interior tem ar de deserto e capital entra em alerta

Em Presidente Prudente, umidade do ar caiu ontem a 8%, deixando postos de saúde lotados; em SP, o índice chegou a 15%

Sandro Villar ESPECIAL PARA O ESTADO PRESIDENTE PRUDENTE, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2010 | 00h00

A umidade do ar ficou em 8% em Presidente Prudente, no interior paulista, o menor índice registrado ontem no Estado. No Deserto do Saara, ela é de 10% em média. Não há vagas nos leitos do maior posto de saúde municipal. O atendimento nos hospitais da cidade cresceu 30% por causa do tempo seco. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera 60% o índice ideal. "A taxa de 8% é a mais baixa registrada hoje em São Paulo. Não há previsão de chuva forte pelo menos até quinta-feira", disse José Felipe Farias, meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Nos hospitais e postos de saúde, as salas de espera estão lotadas. Antes da queda da umidade do ar, postos atendiam cerca de 270 pessoas por dia - agora são 400, em média. E o tempo seco também está castigando outras regiões. Em Brasília, por exemplo, o índice chegou a 9%, às 14 horas. Já Maringá (PR) registrou o menor índice de umidade desde 1999, quando começaram as medições. A umidade ficou em 10,6%. No resto do Paraná, os índices variaram entre 12% e 20%.

Na capital paulista, a umidade do ar chegou a 15% ontem, às 13h30, e a Defesa Civil decretou estado de alerta. A previsão é de que uma frente fria chegue à cidade amanhã.

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