Interior contrata seguranças para Virada Cultural

Medida foi tomada após violência registrada no fim de semana passado, no evento realizado no centro da capital paulista

JOSÉ MARIA TOMAZELA, SOROCABA, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2013 | 02h04

O medo da violência que marcou o evento paulistano levou parte das cidades do interior que recebem hoje e amanhã a Virada Cultural Paulista a contratar segurança particular para reforçar o policiamento. Estão previstos cerca de mil eventos em 24 horas, a partir da tarde de hoje, em 26 cidades do interior, da Grande São Paulo e do litoral. Na capital, no último fim de semana, a Virada deixou 2 mortos, 5 baleados e 28 presos. Cerca de 2 mil atendimentos médicos foram realizados.

No interior, a preocupação maior é com os eventos de grande público na madrugada, como o show dos Titãs em Franca. A prefeitura contratou um número não divulgado de seguranças particulares para apoiar o policiamento ostensivo da Polícia Militar e da Guarda Civil.

Uma central de monitoramento com 13 câmeras de longo alcance vigiará o público. Em Santos, policiais à paisana e seguranças contratados estarão no meio da plateia que verá o show de Gilberto Gil, uma das principais atrações.

Em Piracicaba, que terá show do Ultraje a Rigor, a organização contratou cem homens para reforçar a segurança no Engenho Central, palco principal do evento. A força privada se juntará ao efetivo da Guarda Municipal e da Polícia Militar, que usarão bases móveis no policiamento. Em São José dos Campos, que tem como destaque Marcelo D2, 30 seguranças ajudarão as forças policiais. A Guarda Civil usará 300 homens e detectores de metais na entrada das apresentações. Câmeras instaladas a 30 metros de altura farão imagens do público.

A Secretaria de Cultura de Jundiaí contratou 600 orientadores de público que terão também a função de alertar a segurança em caso de incidentes. O município investiu R$ 300 mil na infraestrutura da Virada, que terá o cantor Lobão entre os destaques. Em Diadema, além dos 400 policiais militares que estarão nas ruas, haverá reforço de unidades deslocadas da capital.

Campinas, que receberá show do rapper paulista Emicida, vai usar 200 homens do Grupo de Apoio Especial (GAE), canil e patrulhamento com motos e viaturas. Uma base móvel da Guarda Municipal captará imagens do público em 360 graus a até quatro quilômetros do evento.

A venda de bebidas alcoólicas foi proibida nos locais dos eventos em Presidente Prudente e São José dos Campos. Ambulantes que forem flagrados terão o produto apreendido.

Em Santa Bárbara d'Oeste e Araraquara, a proibição se restringe a bebida destilada, cerveja em lata e garrafa. Em São José do Rio Preto, o local de abertura mudou para a Praça Cívica, que oferece melhores condições de segurança. Já a prefeitura de Registro optou por fazer a abertura em palco interno no Centro Cultural. A cidade recebe o evento pela primeira vez. Em Assis, haverá blitze nas ruas nos acessos aos eventos.

Grande público. Na capital paulista, a Virada Cultural deste ano reuniu cerca de 4 milhões de pessoas. Parte do público relatou furtos, arrastões e uma suposta omissão dos policiais que faziam o patrulhamento do evento. Outro problema levantado pelas pessoas que participaram da Virada foi a falta de iluminação em alguns pontos do centro, como o Largo do Arouche e as Praça da República e Ramos de Azevedo.

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