Interditar Congonhas gera mais conflitos, diz diretor do Sina

Para Leandro Castro Pinheiro, a medida mais correta seria redução do número de vôos

19 de julho de 2007 | 17h52

O diretor de imprensa do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Leandro Castro Pinheiro, disse nesta quinta-feira, 19, que a interdição total do Aeroporto de Congonhas, solicitada à Justiça pelo ministério Público Federal (MPF), irá gerar mais "conflitos do que solução".   Para Pinheiro, a medida mais correta seria a redução do número de vôos, restringindo as operações das aeronaves de maior porte e mantendo em Congonhas apenas os vôos da ponte aérea São Paulo-Rio de Janeiro.   "Se interditar Congonhas com tantos vôos lá, vai gerar mais conflitos do que solução. Pode-se limitar o peso das aeronaves", observou o diretor. Pinheiro chamou a atenção para o reflexo da interdição total nos outros aeroportos brasileiros e os "impactos ambientais" da transferência de todas as operações para Cumbica e Viracopos, em Campinas.   "O impacto que isso gera na região de Guarulhos é muito grande. A redução dos vôos de grande porte seria a medida m ais acertada nesse momento. Esses Airbus são gigantescos para uma pista que não oferece tanta segurança. A pista de Congonhas não oferece escape, além de ser um ambiente de arranha-céus".   O diretor do Sina sugere que Congonhas concentre as operações entre São Paulo e Rio. Segundo ele, é urgente a diminuição do fluxo de passageiros no aeroporto da zona sul da capital paulista, em média de 50 mil pessoas diariamente. "Tem que dar uma parada agora", enfatizou. "Tem muitos interesses envolvidos. Mas no entender do sindicato, o maior interesse é a segurança".   Para Pinheiro, São Paulo já merece um novo e moderno aeroporto. "Nossos aeroportos são muito tacanhos, pequenininhos". O dirigente sindical também destacou que o crescimento do setor já está comprometido pela sensação de falta de segurança nos aeroportos e no tráfego aéreo nacional.

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