Interdição de viaduto afeta 55 mil motoristas

Segundo CET, é esse o número estimado de carros que deixaram de usar estrutura na Pompeia após incêndio; trânsito deve piorar a partir de hoje

CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2012 | 03h02

Sem perspectiva de mudança nas próximas duas semanas, a interdição do Viaduto Pompeia, na zona oeste da cidade, tem afetado pelo menos 55 mil veículos por dia. Trata-se do fluxo médio registrado na estrutura quando estava aberta, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Além desses condutores, quem trafega por outras vias da região também vem sendo prejudicado, já que o trânsito é desviado para elas.

E a tendência é que os congestionamentos se agravem a partir de hoje, quando um número maior de carros passa a rodar na capital, e sem rodízio. As Marginais do Pinheiros e do Tietê, além das Avenidas Marquês de São Vicente, Sumaré e Pompeia, estão entre as vias que devem sofrer com o excedente de veículos, avalia o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Figueira. "O viaduto é uma ligação importante do centro expandido com a região norte e a Marginal do Tietê. Sem ele, o trânsito estoura em um raio de 5 a 10 km", diz.

Figueira destaca que os Viadutos Lapa, Antártica e Pacaembu - alternativas ao Pompeia - também devem enfrentar engarrafamentos. Na última semana, a interdição já aumentava o tempo de deslocamentos na região.

 

"Tenho demorado 25 minutos a mais para chegar em casa", diz o agente de turismo João Fernando Ganem, de 46 anos, que trabalha na Rua Guaicurus, onde a lentidão aumentou. A administradora Adriana Aires, de 44, também reclama. "O trânsito não se redistribuiu direito depois do bloqueio."

Em nota, a Prefeitura informou que até sexta-feira da semana que vem serão feitos "levantamento detalhado e testes" para identificar os danos causados na estrutura após o incêndio no barracão da escola de samba Mocidade Alegre, que fica sob o viaduto. Só depois disso é que serão definidas pelo Município as intervenções necessárias.

Investigação. O Ministério Público Estadual abriu inquérito civil para apurar a responsabilidade sobre a permissão de funcionamento da escola no local.

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