Intercâmbio: o futebol vai e o rúgbi vem

Os dois países querem estreitar o conhecimento em ambos os esportes e por isso assinam acordo

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2010 | 00h00

Futebol por rúgbi. Esse é o acordo que o governo brasileiro negocia com o sul-africano e deve ser assinado nos próximos meses. A diplomacia dos dois países quer promover um intercâmbio para permitir que técnicos brasileiros sejam enviados à África do Sul nos próximos anos com a meta de desenvolver o futebol no país. Em troca, os sul-africanos enviariam treinadores de rúgbi para ajudar o Brasil a se preparar para os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio, quando o esporte entra pela primeira vez no calendário olímpico.

O acordo deveria ser assinado hoje, com a presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Jacob Zuma, em Johannesburgo. Mas as negociações não foram concluídas a tempo e o entendimento não será ainda fechado. Mas o Itamaraty estima que o acordo é apenas uma questão de meses.

Os sul-africanos mostraram a fragilidade de seu futebol ao ser o primeiro país-sede de uma Copa do Mundo a não se classificar para a segunda fase da competição. Um dos problemas é que, por muitos anos, o futebol foi considerado apenas um esporte de negros e, portanto, não era praticado nas escolas.

Para reverter essa realidade, a África do Sul quer a ajuda do Brasil. Não apenas com o técnico da seleção nacional, que era o brasileiro Carlos Alberto Parreira, mas para formar jovens.

De outro lado, o Brasil terá a tarefa de organizar o primeiro torneio de rúgbi em uma olimpíada. Os jogos devem ocorrer no Estádio de São Januário. Mas os brasileiros querem ajuda para formar uma seleção competitiva até lá e, na África do Sul, o esporte bate o futebol como o principal do país.

O acordo entre os dois países ainda incluiria a troca de experiência para a Copa de 2014 no Brasil, o intercâmbio de informações para uma eventual candidatura da Cidade do Cabo para os Jogos Olímpicos de 2020 e ainda o uso de programas sociais no esporte. /

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