Luiz Fernando Toledo
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Integrantes de movimentos pró-cotas raciais e sociais fazem ato em Pinheiros

Manifestação no dia em que se comemora a abolição da escravatura reúne alunos da USP, Unifesp e PUC-SP e dos coletivos Kilombagem e Levante Popular da Juventude

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

13 de maio de 2015 | 18h56

No dia em que o Brasil completou 127 anos da abolição da escravatura, integrantes de diversos movimentos negros de São Paulo se reuniram nesta quarta-feira, 13, no Largo da Batata, em Pinheiros, em protesto por cotas raciais e sociais nas universidades. Participam do ato representantes de movimentos negros da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e coletivos Kilombagem e Levante Popular da Juventude.

A manifestação é pacífica e, segundo a Polícia Militar, reúne 200 pessoas, que levam faixas e cartazes com os dizeres: "Cotas já", "Pardo é a cor do papel, eu sou negra!" e "USP contra cotas. Só racistas". 

"Há um avanço de políticas que são um verdadeiro genocídio contra a população negra", diz Katiara Oliveira, representante do Kilombagem. "Por um lado, há ausência de políticas de acesso à universidade. De outro, a pauta da terceirização, que também é uma forma de escravização. E, por fim, a redução da maioridade penal."


A estudante do 2º ano de Ciências Sociais Gabrielly Oliveira, de 19 anos, foi ao ato para apoiar a pauta de cotas raciais na universidade. "Há 30 anos o Núcleo de Consciência Negra discute cotas raciais na USP, mas nada mudou." Ela é membro da Ocupação Preta, movimento negro da USP criado em março deste ano. O grupo ganhou grande repercussão na internet de um vídeo em que integrantes invadem uma aula na universidade para falar das cotas raciais. Recentemente, o grupo também entrou em uma aula do prefeito Fernando Haddad e pediu que ele se comprometesse com a pauta do movimento por cotas raciais.

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