Integrante do PCC é preso na zona leste comemorando Dia dos Pais

Ele foi indiciado pelo assassinato de dois PMs durante ataques da facção criminosa em 2006

Pedro da Rocha, do estadão.com.br,

15 de agosto de 2011 | 03h31

SÃO PAULO - Um dos comandantes da cédula da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em Guaianazes, na zona leste de São Paulo, foi preso na tarde de domingo,  em operação conjunta entre a Corregedoria da Polícia Militar (PM) e a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). Alexandre Rodrigues de Melo, de 31 anos, foi indiciado pelo assassinato de dois policiais militares e um civil, em 2006, durante a onda de ataques do PCC no Estado de São Paulo. Ele também é suspeito da morte de outras quatro pessoas.   Alexandre foi detido junto com mais quatro pessoas quando participava de um churrasco em comemoração ao Dia dos Pais, junto com os filhos, em um bar em Guaianazes. A Corregedoria da PM teria recebido a informação do encontro e, junto com a Rota, vigiou o local até a chegada de Melo. No momento da prisão, portava documento falso. As outras quatro pessoas também foram detidas. 

Melo ocuparia o posto de "Torre" na facção criminosa, o segundo mais alto na hierarquia da organização, responsável por coordenar as atividades do PCC em uma determinada área, a escolha dos gerentes regionais da facção, a distribuição de grandes quantidades de drogas e arrecadação final da organização.

 

Os detidos foram encaminhados ao 53º Distrito Policial. O Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil, foi acionado e quatro viaturas estão vigiando a delegacia para evitar possível tentativa de resgate dos presos. Por orientação da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Melo apenas será transferido por volta das 10 horas da manhã desta segunda-feira, 15, por questões de segurança. Ele deve ir para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Santo André. Os outros quatro detidos têm passagem pela polícia, mas naõ são procurados da Justiça.

 

Ataques. No dia 12 de maio de 2006 tiveram início os ataques do PCC a delegacias, bases da Polícia Militar, dos bombeiros e outros órgãos das forças de segurança, além de rebeliões coordenadas em 74 presídios do Estado de São Paulo. Até o dia 21 do mesmo mês, quando cessaram os ataques, foram assassinados 59 agentes públicos. No embate entre o PCC e policiais, 505 civis também foram mortos.

 

O sequestro do enteado de Marcos William Camacho, o Marcola, líder da facção na época dos fatos, por policiais civis, teria sido uma das causas do episódio.

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