Instruir ou multar?

Instruir ou multar?

No dia 10/3, às 9h45, passando pela Praça Panamericana, em sentido à Ponte Cidade Universitária, com trânsito praticamente parado, havia uma funcionária da CET na esquina da praça, com um aparelho na mão, anotando as placas dos carros de quem fazia algo errado. A menos de 50 m dali, havia um caminhão estacionado em local proibido, atrapalhando ainda mais o trânsito. Por que a agente não deu alguns passos e o proibiu de estacionar ali? Ajudaria bastante o fluxo. Qual é a função desses agentes: multar ou instruir?

, O Estadao de S.Paulo

25 Março 2010 | 00h00

MÁRCIO SCULTORI / SÃO PAULO

A CET esclarece que o operador de trânsito desempenha diversas atividades, como auxílio de travessia de pedestres, bloqueios de vias, operação de semáforos, identificação de sinalização danificada, além da fiscalização de irregularidades. Cabe a ele discernir qual sua prioridade em determinada situação, como fazia a agente citada, utilizando-se de um aparelho para se comunicar com a Central de Operações. A CET esclarece que diariamente a Praça Panamericana sofre influência do tráfego da Marginal do Pinheiros, sendo a prioridade do agente evitar que motoristas fechem o cruzamento na Av. Prof. Fonseca Rodrigues. O estacionamento irregular é sistematicamente fiscalizado, mas, naquele momento, a agente priorizou suas ações, solicitando apoio do colega na alça da Ponte Cidade Universitária para garantir a fluidez do trânsito no cruzamento.

O leitor contesta: A resposta da CET está incorreta e incompleta. Com o tempo que tive para atravessar e concluir o percurso, daria para a agente chamar dezenas de pessoas para apoio! Onde estava o discernimento dela naquele momento?

EDUCAÇÃO

Transferência difícil

No dia 4/1, fui à Escola Municipal Des. Theodomiro Dias, na Vila Sônia, para fazer o cadastro de transferência de meu filho, já que ele estudava na Bahia. Ao solicitar a efetivação do cadastro para a 6.ª série, fui informada pela funcionária de que o sistema da Prodesp estava fora do ar e, por isso, ela faria a inscrição manualmente. Assim que o sistema voltasse, iria inseri-lo no cadastro de alunos. Sob sua orientação, aguardei o contato de alguma escola. Como isso não ocorreu, passei a ligar para a Diretoria Regional de Educação do Butantã e a resposta era de que entrariam em contato. No dia 8/2, liguei de novo e disseram que iriam chamar as crianças só depois do carnaval, por problemas no Prodesp. Após esse período, fui à Diretoria e pedi que o cadastro do meu filho fosse consultado, para ver a previsão de atendimento, mas o sistema estava fora do ar. Retornei à tarde, no mesmo dia, e o sistema não voltara. Orientaram-me a ir à escola onde fizera o cadastro. Fui ao local, solicitei a consulta e a funcionária procurou o nome do meu filho na relação de novos alunos. Como não estava, fui orientada a aguardar contato. Cansada de tantas idas e vindas, dirigi-me a outra escola, próxima a meu trabalho, para pedir ajuda e orientação. A funcionária, ao procurar o cadastro, viu que meu filho não constava nem na lista de espera! Estou esgotada, farta de implorar por algo que é de direito dele!

RAFAELLE S. LIMA / SÃO PAULO

A Diretoria Regional de Educação Butantã informa que o aluno foi encaminhado para matrícula na EMEF Des. Arthur Whitaker. Os responsáveis deverão comparecer para a efetivação da matrícula.

A leitora diz: Tenho certeza de que o problema foi solucionado só depois de o jornal intervir.

ADMINISTRAÇÃO

Cidade modelo

Interessante o jeito Kassab de governar a maior cidade do País. Outro dia fui comer um pastel na feira, enquanto minha família e eu engolíamos nossos pastéis, os donos da banca começaram a desmontá-la, pondo em risco a todos. Aquaplanei na marginal e a resposta da gloriosa CET foi simplesmente ignorar o fato. Todos os dias caio em diversos buracos espalhados pela cidade. Cidade, aliás, que se encontra um lixão a céu aberto. Há entulho por todo lado. Na alça de acesso da Imigrantes houve um deslizamento de terra em janeiro, que até hoje não foi removido. Na Av. José Galante, onde resido, disputo espaço com um trailer-bar estacionado no meio-fio e outros "educados motoristas" que trafegam na contramão e querem ultrapassar quem fica na fila, esperando para entrar na Av. Giovanni Gronchi. Mas, como a cidade está um primor, leio animado que o sr. Kassab conseguiu verba para instalar mais radares do tipo LAP (leitor automático de placas) para poder arrecadar um pouco mais, afinal o aumento do IPTU, como diria Chico Buarque, não teve graça! Por que tanta arrecadação, se a cidade está abandonada?

RENATO CAMARGO / SÃO PAULO

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