Instituto reúne peças com milhares de anos de história

Ao longo de seus mais de 50 anos, o Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) ajudou a fundar as bases dessa ciência no Brasil e contribuiu para descobertas importantes no País. Sua sede, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, abriga um museu com exposição permanente dos principais itens de seu acervo.

O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2013 | 02h03

Há peças de cerâmica da ocupação amazônica, considerada a mais antiga do País, com 8 mil anos. Alguns achados do Arco Metropolitano, como um relógio de sol do século 19 e exemplares de stoneware, espécie de louça do século 16, integram a mostra. Mas o principal item, também exposto e aberto à visitação gratuita, é Acauã - uma múmia de 4 mil anos.

Acauã é uma menina com idade aparente de 10 anos, da tradição Una, grupo humano pré-histórico que habitou a região amazônica e se expandiu pelo Sudeste do País. O esqueleto foi encontrado em Unaí, Minas Gerais, na divisa com o Estado de Goiás.

Segundo a técnica Letícia Sampaio, há indícios de que a criança detinha posição de destaque na comunidade, já que foram encontrados com ela diversos artefatos - como adornos nos braços e um conjunto de arco e flecha. Ao lado do corpo, havia também o esqueleto de um macaco.

À época, era comum mortos serem enterrados com seus pertences. Acredita-se que o animal fosse o bicho de estimação da jovem.

Capão do Bispo. Além da sede em Belford Roxo, o IAB ocupou por quase quatro décadas uma casa colonial em Del Castilho, zona norte do Rio, onde funcionou um centro de estudos.

Conhecida como Capão do Bispo, a construção do século 18 é o que sobrou da sesmaria doada por Estácio de Sá aos jesuítas no século 16. O imóvel foi um dos primeiros tombamentos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com área de 6 mil m², havia sido cedido ao IAB em 1974. Hoje, a casa está sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Cultura, que quer restaurá-la para instalar um centro cultural. / H.A.S.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.