Instituições públicas têm mais cursos com nota máxima

Nessas universidades, 4,5% das graduações conseguiram nota 5; entre as particulares, foi apenas 1,4%

LISANDRA PARAGUASSU / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2013 | 02h02

Entre quase 6 mil cursos das áreas de Humanas, apenas 98 conseguiram atingir o conceito 5, considerado de excelência, o que representa menos de 2% das instituições avaliadas. Nessa lista, a maioria dos melhores cursos está em instituições privadas: 64. Na outra ponta, 755 têm conceitos insatisfatórios.

Proporcionalmente, os cursos públicos - incluindo aí escolas estaduais e federais - ainda garantem os melhores lugares no ranking. Entre os particulares avaliados, apenas 1,4% alcançou a nota 5. Entre as públicas, são 4,5%. Ainda assim, a excelência é artigo raro. A maioria dos cursos na área de Humanas obteve conceito 3, o que se pode traduzir em formação razoável.

Entre os piores, as públicas ainda são minoria (107). Desses, 37 estão em universidades federais e 6 tiveram vestibulares suspensos: Jornalismo e Publicidade nas Federais do Paraná e do Espírito Santo, Jornalismo no Pará, Economia na Federal de Rondônia e Secretariado Executivo no Amapá.

No total, 16 áreas foram avaliadas, incluindo Administração, Direito, Economia, Jornalismo e outras áreas de Comunicação, além de tecnológicas de Gestão. Em Administração, a pior foi a Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas de Cabo de Santo Agostinho (PE), que ficou com 0,72 ponto. Em Direito, o programa com pior avaliação pertence à Universidade Estadual da Bahia, com 0,80. Em Jornalismo, o pior curso fica em Ribeirão Preto (SP), no Centro Uniseb, que teve conceito de 1,31 ponto.

Perfis. É mais comum encontrar instituições problemáticas em cursos privados, de faculdades isoladas, tanto em capitais quanto no interior. Entre as melhores instituições, no entanto, a lista dos 98 cursos excelentes mostra uma mudança no perfil tradicional: a maioria está em cidades do interior e grande parte em faculdades isoladas.

Das 16 áreas avaliadas, em 10 o curso com maior pontuação é privado e o mesmo número está em cidades do interior. A explicação é que algumas instituições privadas estão conseguindo atrair mestres e doutores e qualificar os cursos para competir com as federais, mesmo não sendo escolas tradicionais. Das grandes escolas privadas, apenas a Universidade Paulista (Unip) conseguiu pôr cursos entre os melhores do ranking, somando 12.

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