Inspeção veicular pegará ônibus e caminhão de fora de São Paulo

Medida, já obrigatória para veículos com placas da capital, começa a valer no próximo semestre

Tiago Dantas, Jornal da Tarde

20 de abril de 2011 | 11h24

SÃO PAULO - Ônibus e caminhões com placas de outras cidades e que costumam circular pela capital podem ser obrigados a fazer a inspeção veicular ambiental a partir do segundo semestre. A medida faz parte do Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV), cujo texto foi publicado ontem no Diário Oficial do Município.

 

A fiscalização seria obrigatória para ônibus intermunicipais, fretados com autorização para circular dentro da Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF), veículos de carga e caminhões que trafegam dentro da Zona de Máxima Restrição de Circulação de Caminhões (ZMRC).

 

Ano passado, cerca de 1,6 milhão de carros da capital deixaram de fazer a inspeção, segundo a própria Controlar, empresa que administra o serviço. De dezembro a março deste ano, foram emitidas 68.635 multas por falta de inspeção, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

 

Exigência. A implementação do PCPV é uma exigência do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para municípios com frotas superiores a três milhões de veículos. Recentemente, São Paulo ultrapassou os 7 milhões. Novembro é o prazo final dado pelo Conama para os planos começarem a valer.

 

Outra diretriz do PCPV prevê a substituição dos ônibus movidos a combustíveis fósseis por veículos que aceitem fontes renováveis de energia. O plano cita o compromisso assumido pela Prefeitura em 2009 para que, em 2018, todos os ônibus em circulação na capital usem etanol e biocombustível, por exemplo.

 

O texto ainda fala no "aumento da participação do transporte público eletrificado", na implantação de corredores exclusivos de transporte coletivo em áreas centrais, na construção de ciclovias e em medidas para melhorar a fluidez do trânsito como forma de diminuir a emissão de poluentes.

 

O PCPV sugere que sejam incentivados os sistemas de trólebus, metrô e trens elétricos.

 

Ao falar sobre ações complementares, o plano diz que programas de carona de empresas privadas e o trabalho a distância devem ser incentivados em algumas carreiras para minimizar a necessidade de locomoção diária. O PCPV deverá ser revisto a cada três anos. Seu cumprimento será responsabilidade das secretarias municipais dos Transportes e do Verde e Meio Ambiente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.