Inspeção: multa vai financiar ''ônibus verde''

A Prefeitura vai repassar R$ 520 mil por mês para o consórcio de transporte coletivo que está investindo em ônibus movidos a etanol - combustível menos poluente. Esse será o primeiro uso dos recursos das multas aplicadas pela falta de inspeção veicular, desde que começaram a ser utilizados radares para flagrar os infratores, no dia 6.

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

22 Dezembro 2010 | 00h00

O valor corresponde a um acréscimo no contrato com o consórcio Unisul (que opera na zona sul) de R$ 0,02 por passageiro transportado a partir de abril de 2011. Essa quantia deve subsidiar a operação de 50 ônibus a etanol, que devem começar a circular na cidade em maio. Esses veículos emitem 80% menos gases responsáveis pelo aquecimento global em comparação com os que usam diesel como combustível.

Os recursos para o subsídio sairá do Fundo Especial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O chamado Fundo Verde deve receber toda arrecadação com multas da inspeção veicular. No entanto, não havia recursos a serem destinados, uma vez que a fiscalização da regra era praticamente inexistente - era feita apenas durante esporádicas blitze conjuntas da Polícia Militar e Secretaria do Verde e Meio Ambiente. O valor da multa é de R$ 550.

A Secretaria dos Transportes afirma que os repasses não são para subsidiar a compra dos veículos (de responsabilidade do próprio consórcio) e sim para custear a operação com o etanol, mais cara. A meta da Prefeitura é que toda a frota utilize combustíveis renováveis até 2018, como prevê a Lei de Mudanças Climáticas. Para isso, calcula ser preciso trocar a matriz energética de 10% da frota a cada ano.

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