Inspeção exige menos de veículos mais antigos

A inspeção veicular ambiental da cidade de São Paulo adota padrões diferentes de exigência segundo o tipo de carro e o ano de fabricação. Isso faz com que veículos mais novos e menos poluidores sejam reprovados, enquanto outros mais velhos e classificados como mais poluentes passem no teste. Essa diferenciação costuma provocar surpresa ? e muita irritação ? em vários motoristas na hora do exame.

, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2010 | 00h00

Foi o caso do empresário Sérgio da Silva Oliveira, reprovado duas vezes na inspeção de sua Mercedes 350 ML blindada. O limite de emissão do carro modelo 2007 é de 0,3% de poluentes. Mas, apesar de ter passado por regulagens antes da vistoria, o carro emitia 0,4%.

"Passou uma Kombi caindo aos pedaços antes de mim, cujo limite é 6. Ela polui muito mais do que o meu carro, que usa uma tecnologia de ponta", queixa-se Oliveira, para quem a qualidade da gasolina vendida na cidade prejudicava o resultado. Na terceira inspeção, a Mercedes foi, enfim, aprovada, depois de uma regulagem para uso de combustível de alta octanagem.

Já Geraldo Amaro de Araújo, dono de um Monza 93 movido a gasolina ? que pertence à categoria que mais polui ?, conseguiu aprovação sem problemas. "Olho sempre o carburador, faço a manutenção, troco o óleo. Não acho que meu carro polua tanto. Tem veículo novo por aí que suja mais o ar." Ele só tira o Monza da garagem para dar algumas voltas no Grajaú, na zona sul. "Só saio com o carros para ir ao supermercado ou levar alguém ao hospital." / E.R.

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