Início de tempo seco deixa Centro-Oeste em alerta

Incêndio que durou cinco dias destruiu 65% de parque em Goiás; focos já são em maior número do que em 2012

O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2013 | 02h11

Vários Estados do País já começaram operações para combater as queimadas. Em Goiás, o aumento do número de incêndios é 20% maior em relação a 2012, e Minas Gerais registrou 4 casos em áreas de preservação desde o início do mês.

O fogo já destruiu 65% dos 2,8 mil hectares do Parque Estadual da Serra de Jaraguá, em Goiás, durante cinco dias na semana passada. A situação no cerrado deixa em alerta o Corpo de Bombeiros, que registrou 782 incêndios florestais no mês de julho - 212 focos a mais em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram registradas 570 queimadas.

De janeiro até o dia 13, foram registradas 2.747 queimadas rurais e urbanas em Goiás. Como ainda está no meio do mês, os bombeiros acreditam em um aumento de ocorrências em 20% ou mais.

Agosto é o primeiro mês do período crítico para os Estados do Centro-Oeste, que vai até outubro, marcado pela baixa umidade, ventos, calor e vegetação seca. Gráfico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com o número de focos por bioma nos últimos dias mostra o Centro-Oeste com 39,9% do total de focos do Brasil, atrás da Amazônia, com 42%.

O medo de grande incidência de fogo em vegetação também é maior neste ano, porque desde 2010 não acontecem grandes incêndios florestais na maioria das unidades de conservação estadual. Por este motivo, o índice de preservação chega a 70%.

Minas. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais conseguiu controlar na última terça-feira o incêndio que atingiu 200 mil m² de vegetação na Mata do Cristo, em Poços de Caldas. Foram mais de 11 horas trabalhando para acabar com as chamas usando um efetivo de 20 homens. O fogo começou na Serra de São Domingos, e a suspeita é de que tenha origem criminosa. Não houve vítimas, mas os danos ambientais foram grandes, com a devastação da mata e a poluição do ar pela fumaça.

Este foi o quarto grande incêndio em Minas Gerais neste mês. Também na terça-feira, após 40 horas de trabalho, o Corpo de Bombeiros de Governador Valadares conseguiu controlar um incêndio no Pico da Ibituruna.

Para debelar as chamas foi necessário o apoio de dois aviões e de um helicóptero do Instituto Estadual de Florestas (IEF). O local atingido é uma área de preservação permanente e foi preciso mobilizar 65 pessoas.

A suspeita é de que o fogo tenha começado com uma bituca de cigarro jogada por turistas. Na semana passada, mais um incêndio, dessa vez no município de Santa Vitória, atingiu dezenas de fazendas e fez quatro vítimas: três pessoas foram intoxicadas e um bombeiro teve queimaduras, mas sem gravidade. / MARILIA FELISBERTO DE ASSUNÇÃO e RENE MOREIRA, ESPECIAIS PARA O ESTADO

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