Infraestrutura na zona oeste atrai novos investimentos

Região é bem servida de metrô, shoppings, parques e tem fácil acesso às Marginais, centro e Castelo Branco

Nataly Costa - O Estado de S.Paulo,

26 de novembro de 2012 | 02h02

Metrô, shoppings, proximidade com as Marginais do Tietê e do Pinheiros, parques, revitalização urbana. Tudo isso entra no "portfólio" da zona oeste na hora de vender o estabelecimento comercial. "A zona oeste é a esquina de São Paulo. Tem saída para as duas Marginais e é ao lado do centro", diz Cyro Naufel, diretor de Atendimento da Imobiliária Lopes. "Para quem mora em Alphaville e quer trabalhar em São Paulo também é negócio, com a Castelo Branco logo ali."

A Estação Faria Lima e a futura Estação Fradique Coutinho da Linha 4-Amarela do Metrô já colocam o bairro de Pinheiros como um dos mais cobiçados. O aumento de moradores em bairros antes industriais também atrai as construtoras para investir nos empreendimentos comerciais. "A Barra Funda, por exemplo, teve um aumento dos moradores. O crescimento de escritórios vem a reboque disso", diz Naufel. Isso também se traduz na oferta de terrenos: com a saída das indústrias da Barra Funda e da Vila Leopoldina, incorporadoras compram os grandes terrenos vazios e constroem as torres comerciais lá.

A maioria dos lançamentos tem salas de 28 a 47 m² - a média é de 30 m². O preço do metro quadrado varia de R$ 8 mil na Vila Madalena até R$ 19 mil em Pinheiros. "Nem de longe é o mais caro da cidade, não se compara aos valores cobrados na Berrini", diz Luiz Paulo Pompéia, da Embraesp. Pelos preços considerados "razoáveis", as salas da zona oeste vendem rápido - quase todos os lançamentos recentes de Vila Leopoldina, Perdizes e Pinheiros venderam em questão de horas. "Mostra uma carência por empreendimentos assim na região", diz Naufel.

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