Infraero tem 3 dias para responder sobre situação de Congonhas

Esta é a segunda vez que o MPF pede o fechamento do aeroporto por falta de condições de segurança

23 de julho de 2007 | 13h37

A Justiça Federal em São Paulo deu prazo de três dias para a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) dar informações sobre o pedido de fechamento do Aeroporto de Congonhas, que está localizado na zona sul de São Paulo, entre prédios residenciais, e teria poucas condições de segurança para vôos de grande porte. A estatal, vinculada ao Ministério da Defesa, administra 67 aeroportos do País. A notificação do juiz Clécio Braschi, da 8ª Vara Federal de São Paulo, foi entregue nesta segunda-feira, 23, ao presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira. Na semana passada, o Ministério Público Federal em São Paulo entrou com uma ação civil contra a Infraero e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pedindo o fechamento imediato do Aeroporto de Congonhas. A ação foi formalizada um dia depois do acidente com o avião da TAM, que colidiu com um terminal de cargas da própria empresa causando a morte de mais de 180 pessoas. Em entrevista à imprensa, o procurador da República, Márcio Schusterschitz, classificou o acidente com o vôo 3054 da TAM, "independentemente das causas", como uma "tragédia típica" de Congonhas. "Dentro desse contexto o Ministério Público Federal (MPF) atribui as responsabilidades do acidente a quem tem o aeroporto nas mãos, ou seja, a Anac e a Infraero".  É a segunda vez que o MPF pede o fechamento de Congonhas. Para ele, é necessário fechar o aeroporto porque o terminal tornou-se "uma aventura arriscada". O pedido do Ministério Público Federal pede a interrupção de todas as operações de pouso e decolagem nas pistas principal e auxiliar do terminal até que sejam confirmadas as devidas condições de segurança das pistas do Aeroporto. O juiz deu prazo de três dias após a notificação para que a Infraero e a Anac se pronunciem antes de decidir sobre o caso. Até o início da tarde desta segunda, o Aeroporto de Congonhas ficou fechado para pouso e decolagem, devido a problemas meteorológicos e a restrições na pista auxiliar. Os últimos números da Infraero revelam que o aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, está operando quase no limite e com atraso, devido ao redirecionamento de vôos.  (Com informações da Agência Brasil)

Tudo o que sabemos sobre:
crise aéreaCongonhasvôo 3054

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.