Infraero diz que aeroporto no Guarujá desafogaria São Paulo

Segundo assessor especial do órgão, Edgard Brandão, principal vocação do futuro aeroporto será o turismo

Rejane Lima, de O Estado de S. Paulo,

29 de fevereiro de 2008 | 20h16

O assessor especial da Infraero, Edgard Brandão Junior, admitiu nesta sexta-feira, 29, que a viabilização do Aeroporto Metropolitano do Guarujá poderia ajudar a desafogar o tráfego nos Aeroportos de Congonhas e Cumbica, atendendo a demanda de passageiros da região do ABC paulista e de algumas localidades da Grande São Paulo.  "Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos evidentemente estão com um processo grande de procura porque os passageiros não têm muita alternativa. Eu acho que tendo uma alternativa é possível sim. É bastante possível". Brandão e uma equipe técnica da Infraero visitaram nesta sexta-feira a Base Aérea de Santos, no Guarujá, aeroporto militar que a prefeitura quer transformar num aeroporto civil compartilhado. Segundo o assessor, o objetivo da visita foi avaliar as instalações para o caso o aeroporto vir a ser administrado pela Infraero. Ele disse que apesar de a decisão de quem administrará o locar vir do Ministério da Defesa, o presidente da Infraero "teria um prazer muito grande em tentar entendimentos a esse respeito". De acordo com Brandão, a principal vocação do futuro aeroporto civil será o turismo, com destaque a interligação via barco ao terminal de passageiros do Porto de Santos, destino de vários turistas à região, e também por conta dos atrativos turísticos da própria Baixada. "O que você precisa primeiro: ter passageiro ou aeroporto? Primeiro tem que ter o aeroporto, depois tem que ter iniciativas pra buscar alternativas", explica o técnico. Ele cita ainda outras utilidades do aeroporto, como a interligação com os modais ferroviário e marítimo, para o transporte de cargas, e o uso pela Petrobras para embarques às plataformas da Bacia de Santos. Quase lá O secretário de planejamento e finanças do Guarujá, Mauro Scazufca, afirma que o aeroporto "está quase" em vias de acontecer. "A Anac já se manifestou favoravelmente, a Secretaria de Aviação Civil em Brasília se manifestou favoravelmente, então essas manifestações todas estão agora no Comando da Aeronáutica em São Paulo e segunda-feira a gente está indo fazer uma reunião lá a pedido deles". Scazufca explica que a prefeitura já contratou o projeto para primeira licitação de obras e assim que o convênio for assinado é possível concluir o edital em até 40 dias. "Esse convênio, quem sabe nesse semestre, vai dar certo. Eu acredito que a gente comece essas obras no ano de 2008", estima o secretário, que a partir daí calcula que o aeroporto comece a funcionar entre um ou dois anos, dependendo de ele poder operar com parte ou totalidade das obras concluídas. Com a primeira fase orçada em R$ 20 milhões, Guarujá já conseguiu verbas de R$ 4 milhões com o Ministério do Turismo. No Senado, há uma emenda de Romeu Tuma pedindo R$ 22 milhões para o projeto. "Se essa emenda de R$ 22 milhões encolher e sobrar dela R$ 10 milhões, a gente vai conseguir executar toda a primeira fase porque o resto a prefeitura tem como buscar no Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias), na Agem (Agência Metropolitana da Baixada Santista), tem o seu próprio tesouro e tem a Petrobras, como uma usuária muito importante desse aeroporto, que pode também colocar algum recurso", contabiliza o secretário.

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