Infraero: Congonhas tem 'condições operacionais de excelência'

Em nota, empresa fala que ranhuras não representam garantia de atrito nas pistas

Isabel Sobral, do Estadão

19 de julho de 2007 | 19h52

A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), estatal que administra 68 aeroportos no País, afirma, em nota oficial distribuída na tarde desta quinta-feira, 19, que o Aeroporto de Congonhas (SP) está funcionando em "condições operacionais de excelência" em suas duas pistas de pousos e decolagens.  No texto, que será publicado na sexta-feira, 20, nas edições impressas dos principais jornais do País, a empresa lamenta o acidente com o Airbus da TAM que explodiu contra um prédio no Aeroporto de Congonhas e informa que as obras de "grooving" (ranhuras) na pista principal do aeroporto começarão em alguns dias, como estava previsto do plano de obras. "Destacamos que a presença das ranhuras nas pistas é um complemento de maior segurança visando escoar excesso de água na pista, à disposição das aeronaves e pilotos, mas não representam garantia para aumentar o coeficiente de atrito nas pistas", afirma. A nota diz ainda que "o acidente nada teve a ver com fluxo aéreo intenso nem com as condições climáticas daquele dia" e que seus técnicos realizam vistorias nas pistas, sempre que solicitadas, como ocorreu na terça-feira, dia do acidente, às 17h30, quando se constatou um índice de água abaixo do minimamente crítico. "A certeza que nos transmitem os laudos técnicos dos vários órgãos parceiros da operação do Aeroporto de Congonhas entre os quais a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento Especial de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica (Decea) - permite-nos tranqüilizar a população, particularmente a da capital de São Paulo, sobre a qualidade de Congonhas", finaliza a nota oficial da Infraero.

Mais conteúdo sobre:
Vôo 3054

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.