Índios exigem pasta e sabonete de turista que cruza a aldeia

Quem se aventura pela "trilha proibida" ou Trilha do Santo Amaro, como é conhecido o caminho entre Parelheiros e Itanhaém, também pode se deparar com outro percalço: é comum índios guaranis pedirem dinheiro para os grupos que precisam passar pelo meio da Aldeia Rio Branco.

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2011 | 00h00

Alguns guias que levam grupos para o litoral de forma ilegal alertam sobre o risco. "Os índios já barraram diversos grupos que estavam sem nada para dar. Por isso, é sempre bom levar mantimentos que eles gostam, como bolachas, papel higiênico, sabonetes e pasta de dente. A trilha passa pelo meio da aldeia", afirma Gerônimo Goes, de 41 anos, que leva mochileiros pela "trilha proibida" por R$ 600. O valor é para 12 pessoas.

Os grupos que fazem a trilha ainda correm o risco de ser processados por invasão ao patrimônio do Estado, uma vez que o caminho é uma área de preservação com visitação vetada pelo Parque da Serra do Mar. A fiscalização contra turistas e quadrilhas de palmiteiros é feita semanalmente.

Mas o governo do Estado informa que outras 40 trilhas são abertas para a visitação do público, monitoradas por guias profissionais. Três delas começam em Parelheiros, no Núcleo Curucutu do parque. São as Trilhas da Bica (1.100 metros), do Mirante (2.260 metros) e do Avião (6 mil metros). Informações podem ser conseguidas pelo (11) 5975-2000 ou (11) 3372-2337.

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