Indignação de ciclista

AGENTE DA CET DEVE MULTAR OU ORIENTAR?

O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2012 | 03h02

Estive no Parque Villa-Lobos num domingo (9/1) e uma cena me chamou a atenção: por volta das 9 horas, em frente à entrada do estacionamento do parque, na Avenida Professor Fonseca Rodrigues, posicionado na ilha central, um agente da CET emitia multas aos veículos que tentavam entrar no parque. Nesse local, quem estava na fila não tinha como ver se ela andou ou não a partir da entrada, por isso os carros ficavam sobre a faixa de pedestres por alguns segundos. Eu estava pedalando na ciclofaixa e, inconformado, perguntei ao agente se a filosofia da CET é educar ou multar. Ele respondeu educar e, se for o caso, multar. Questionei-o sobre o motivo de ele ficar atrás de um cone, multando, em vez de ficar em frente à entrada, orientando. Ele disse que não era funcionário do parque e, sim, da CET. Eu só não fui multado, porque estava de bicicleta.

JOÃO M. RIBEIRO NETO / SÃO PAULO

A CET esclarece que o agente de trânsito posicionado na Av. Prof. Fonseca Rodrigues, e em local visível, monitorava o trânsito e orientava os usuários, quando necessário. De acordo com o registro das atividades em campo e do relato do funcionário, foi priorizada a orientação aos motoristas quanto à preferência do pedestre na faixa e, nos casos em que mesmo assim o pedestre era desrespeitado, foram lavradas autuações. As ações dos agentes da CET são as executadas na via pública, não cabendo direcionar as manobras de estacionamento na área interna do parque. Quanto à sinalização, a faixa de pedestres está onde existe melhor visibilidade e demanda de travessia.

O leitor discorda: O agente não estava visível e não estava preocupado em orientar, mas, sim, em multar.

OBRAS NA ACLIMAÇÃO

Vala aberta danifica carro

Estava trafegando pela Rua Cel. Diogo, Aclimação, quando, na esquina com a Rua Ximbó, passei com meu veículo sobre uma vala aberta por uma empresa contratada pela Sabesp (Construtami). O pneu e a roda do carro foram danificados, sem falar na suspensão. É certo que se trata de obra da Sabesp, pois na calçada ao lado da vala há um poço de visita da empresa. Gostaria que a Sabesp ou a contratada fossem responsabilizadas pelos danos. Tenho fotos para comprovar.

RICARDO RAYES / SÃO PAULO

O superintendente da Unidade de Negócio Centro da Sabesp, Francisco José F. Paracampos, informa que, no local citado, não foi realizado serviço da Sabesp e, portanto, a empresa não é responsável pelo prejuízo. O trabalho executado pela Construtami ocorreu na R. Ximbó, nº 179, que fica a um quarteirão do ocorrido.

A Subprefeitura Vila Mariana informa que o reparo do asfalto foi realizado no dia 27/1.

O leitor analisa: É estranha a resposta da Sabesp. Em contato com a Construtami, a resposta foi de que eu seria indenizado. Agora a Sabesp se exime da responsabilidade, alegando que não havia obra no local. Mas os paralelepípedos existentes sob o asfalto, que eram o calçamento antigo, foram removidos. E bem ao lado da vala há um poço de visita de esgoto da Sabesp.

Esclarecimento: Em resposta à a carta do leitor sr. Milton J. dos Santos Filho (25/1, C2, em que ele critica a troca do guardrail de concreto por um de ferro, em obra na Rio-Santos, km 225), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) esclarece que na obra entre o km 225,5 e 224,8 da Rio-Santos, em Bertioga, estão sendo executados serviços de implantação de passagem de pedestres e ciclovia na ponte sobre o Rio Itapanhaú. As obras começaram em 2010, mas foram embargadas pela Secretaria do Meio Ambiente em 2011, com 1/3 dos serviços já executado. O DER aguarda a liberação da prefeitura e diz que, ao contrário do que afirma a carta do leitor, a obra não representa riscos aos motoristas, pois não há substituição da estrutura de concreto por metal. Existe a demolição do guarda-corpo e, no seu lugar, a instalação de gradil metálico galvanizado, que impede o processo de corrosão. Também não é correta a afirmação de que veículos podem cair no rio ao bater no gradil. Entre a pista de rolamento e a ciclovia e passagem de pedestre será feita barreira de segurança.

O leitor discorda: A Secretaria do Meio Ambiente embargou a obra porque não havia projeto nos órgãos competentes. Bertioga possui um cabedal de leis e uma delas versa sobre o destino dos materiais de desmanche de construção, visto que toda a área do município está dentro do Parque Nacional da Mata Atlântica. O DER ignorou isso e, para piorar, a empresa executora dos serviços estava jogando entulho de demolição do guarda-corpo no manguezal que há sob a ponte (tenho fotos para provar). Quanto ao gradil metalizado para pedestre parece que é excelente. Mas, para a contenção de veículos, não demonstra segurança. A resposta do DER só explica a condição atual da obra, mas não me tranquiliza como usuário da estrada.

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