Indiciado médico do parto em que mãe de S. morreu

RIO

Talita Figueiredo, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2010 | 00h00

O ginecologista e obstetra Nadir Farah e quatro membros de sua equipe foram indiciados por homicídio culposo (sem intenção) pela morte da modelo Bruna Bianchi, horas depois do parto da filha, em agosto de 2008. Bruna é mãe do menino S., que em dezembro teve a guarda concedida ao pai, o americano David Goldman, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O Ministério Público Estadual recebeu ontem o inquérito concluído por policiais da 10.ª Delegacia de Polícia. O inquérito será analisado pelo promotor Márcio Nobre, que terá 30 dias para decidir se denuncia o médico e seus assistentes à Justiça. Até a noite de ontem, o Estado não havia conseguido entrar em contato com o médico. Em entrevista ao Estado, há um mês, o advogado Paulo Lins e Silva, avô de S., destacou que a família não tem dúvidas de que houve erro médico. "Ela morreu por perda de sangue: houve um hiato entre o parto e a vinda do médico, que demorou quase seis horas. Bruna morreu por hemorragia..."

Para lembrar

Após a morte de Bruna, retomou-se a disputa por S. Tudo começou quando Bruna veio para o Brasil, em 2004, com o filho. Aqui, resolveu separar-se de Goldman e não retornar aos Estados Unidos. Posteriormente, se casou com o advogado João Paulo Lins e Silva ? que passou a brigar pela guarda do menino e para mantê-lo no País.

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