Incêndio em favela deixou 2 feridos e uma criança desaparecida

Fogo começou durante a madrugada e atingiu cerca de 100 barracos deixando desabrigados em São Paulo

Da Redação,

21 de novembro de 2008 | 11h17

Pelo menos duas pessoas ficaram feridas no incêndio que atingiu a Favela Alba, na zona sul de São Paulo, na madrugada desta sexta-feira, 21. Moradores disseram aos bombeiros que uma criança está desaparecida. Ela teria 1 ano e seria filha da dona do barraco onde o fogo começou. O incêndio começou por volta das 3h40 e foi controlado apenas no começo da manhã. A estimativa é que cerca de 100 barracos foram destruídos, deixando moradores desabrigados.   Foto: Werther Santana/AE   Uma jovem grávida de 7 meses, por causa do nervosismo, entrou em trabalho de parto e teve de ser levada para o Pronto-Socorro do Hospital São Paulo. Um homem, identificado apenas como Charles, também teve de ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele tentava ajudar moradores e resgatar documentos e pertences pessoais quando a plataforma de madeira onde ele estava desabou.   Foto: Werther Santana/AE   Os moradores acordaram com o estrondo de uma explosão e o barulho da madeira dos barracos queimando. As ruas adjacentes à favela ficaram cheias de pessoas que, desesperadas, tentavam salvar o pouco que têm. Televisores, eletrodomésticos e malas ficaram espalhados ao redor da favela, sempre guardados pelos seus donos.O fogo só foi controlado no começo da manhã. Foram enviados ao local 32 viaturas do Corpo de Bombeiros e 67 homens da corporação.   Foto: Werther Santana/AE   Ainda segundo relatos dos moradores, o incêndio pode ter sido provocado por uma vela acesa em uma das casas ou por uma fagulha espalhada, acidentalmente, depois que uma usuária de droga teria acendido um cachimbo para fumar crack.   O ajudante de pedreiro Renato Gonçalves, de 25 anos, conseguiu fazer uma mala mas não tinha para onde ir. "Quando percebi o que estava acontecendo, peguei rapidinho os meus documentos e uma muda de roupa e saí correndo. Mas agora não sei o que vou fazer da vida, onde vou morar", lamentou.   (Com informações de Daniela do Canto, do Jornal da Tarde, Solange Spigliatti, do estadao.com.b., e da Agência Brasil.)   Texto alterado às 11h45 para acréscimo de informações.

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